O Porto Alegre em Cena – Festival Internacional de Artes Cênicas divulgou nesta manhã de segunda-feira os espetáculos locais selecionados para compor a 32ª edição do evento. Após o encerramento do período de inscrições, realizado de 1º a 15 de julho, foram recebidas 153 propostas de produções gaúchas inéditas no festival. Dessas, 11 espetáculos foram selecionados pelos curadores Adriana Jorgge (representante do DAD/ Ufrgs), Angela Spiazzi, Igor Ramos e Rodrigo Marquez (representante do Sated) e, agora, integram a programação oficial do evento. Realizado pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, o Porto Alegre em Cena ocorre entre os dias 12 e 21 de setembro de 2025, em diferentes palcos e espaços culturais da capital gaúcha.
Parte fundamental da programação do festival, a seleção de espetáculos locais reafirma o compromisso do Porto Alegre em Cena, que tem coordenação geral de Luciano Alabarse, com o fortalecimento da cena artística do Rio Grande do Sul, reforçando a importância de peças de teatro, dança, circo e performance realizados no estado. A curadoria levou em conta critérios como ineditismo no festival e qualidade artística.
O 32° Porto Alegre em Cena - Festival Internacional de Artes Cênicas conta com gestão cultural da Primeira Fila Produções, financiamento da Lei Federal de Incentivo à Cultura e Lei Estadual de Incentivo à Cultura e a realização da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e do Ministério da Cultura, Governo Federal – União e Reconstrução.
CONFIRA OS 11 SELECIONADOS
“A Canção De Assis” – Cia De Teatro Menino Tambor
Uma trupe de atores mambembe invade o espaço cênico para contar de forma musical uma história de amizade entre uma menina, um burrinho e Francisco de Assis na Itália do século XVIII.
“A Mulher Que Virou Bode: A História Perdida De Jurema Finamour” – Rakurs Teatro
O que levaria uma mulher a se transformar em bode? Essa pergunta revela o cancelamento histórico da escritora e repórter Jurema Finamour, uma mulher notável, influente no jornalismo brasileiro e na elite intelectual das décadas de 1940 a 1960. O espetáculo “A Mulher que Virou Bode” explora sua história real, trazendo ao público uma trajetória que merece ser redescoberta.
“As Aventuras do Fusca À Vela” – Grupo Ueba
Espetáculo divertido e sensível apresentado em praças, parques, ruas ou espaços alternativos. Trata-se de uma obra com forte inspiração nas aventuras de Moby Dick, do norte-americano Herman Melville.
“Cabaré Do Tempo - Pra Lembrar Do Futuro” – Cia Rústica
Espetáculo cênico-musical que visita diversos tempos da nossa vida e do mundo: o tempo do relógio, tempo de luta, tempo da ciência, tempo de amor, tempo de luto, tempo de festa. Em uma narrativa que mistura teatro, dança e show musical, a montagem celebra memórias e desejos de futuro, costurando clássicos do repertório da MPB com canções autorais, música e texto, poesia e pandeiro.
“Choque” – Cia Municipal De Dança De Caxias Do Sul
O encontro de dois corpos em movimento, o violento embate de forças, o conflito que gera um abalo emocional e a sensação visceral provocada por uma carga elétrica. Choque é um estado de perfusão. Criada em 1998, a coreografia de Mário Nascimento impulsionou uma nova linguagem para a companhia de dança; em celebração a trajetória de 27 anos da cia, Choque ganha uma remontagem que dialoga com sua memória coreográfica, agora reinterpretada por novos corpos e imersa em um contexto artístico contemporâneo, alinhada às tendências da atualidade.
“Corpo Casulo” – Coletivo Intransitivo
Um corpo inicia um processo de metamorfose - tece seu próprio casulo e se desprende do que não lhe cabe mais. Refaz-se e redescobre-se. Um corpo contador de histórias; histórias de quem veio antes, de si e de muitos outros, entrelaçadas pela vivência da transgeneridade.
“Espaço Arcabouço” – Gabriel Martins
Espaço Arcabouço é um espetáculo de circo contemporâneo que tensiona convenções estéticas e dramatúrgicas do circo tradicional. Distante das imagens cristalizadas da espetacularização e do risco, propõe um campo de experimentação poética em diálogo com a dança e a performance.
“O Choro Dos Deuses” – Coletivo Teatro Da Crueldade
Espetáculo inovador de Teatro de Rua, com experimentações de linguagem do Coletivo Teatro da Crueldade, criado no contexto das enchentes do RS para reelaborar lutos e promover o acolhimento, com orientação da psicanalista Dinara Schubert Severo da UFRGS e da APPOA.
“O Espantalho” – Dalle Produções
O Espantalho é um monólogo que coloca Werner Schünemann no centro do palco e tem Bob Bahlis na direção. O espetáculo é uma grande jornada sentimental em meio a escolhas difíceis que envolvem pais e filhos.
“Preta Poesia Feminina” – Silvia D’arte Produções
Traz a atriz Silvia Duarte como protagonista em uma homenagem a cinco escritoras negras gaúchas: Ana dos Santos, Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Lilian Rocha. Com direção de produção da obra teatral de Túlio Quevedo e direção cênica da diretora teatral Silvana Rodrigues, a montagem busca desmistificar o fazer poético como literatura falada.
“Travessia” – Cia Stravaganza / Cia Megamini
Travessia parte de uma experiência vivida pela atriz - o diagnóstico de um tumor maligno - e propõe um mergulho sensível em temas como fragilidade, reinvenção e persistência. Em cena, lembranças e questionamentos ganham corpo, entre a dor e o riso, o cotidiano e o simbólico.