Arte & Agenda

Democracia contemporânea é o tema "Em Chamas"

Espetáculo tem apresentação única na Sala Álvaro Moreyra

"Em chama" convida a uma reflexão sobre a exposição dos nossos fracassos enquanto coletividade. D
"Em chama" convida a uma reflexão sobre a exposição dos nossos fracassos enquanto coletividade. D Foto : Qex Bittencout / Divulgação / CP

“Em Chamas” convida o público a discutir a democracia contemporânea, hoje (26), às 21h, na Sala Álvaro Moreyra (Av. Erico Verissimo, 307), dentro da programação do 16º Palco Giratório. Dirigido por Matheus Melchionna, o roteiro é uma adaptação do texto de Manjula Padmanabhan, “Hidden Fires”. Os ingressos podem ser adquiridos no site do festival. 

A partir de quatro histórias, o espetáculo convida a uma reflexão sobre a exposição dos nossos fracassos enquanto coletividade. Democracia, violência, livre-arbítrio, compaixão e alteridade são pontos temáticos abordados em microuniversos que querem ser ouvidos. “Dar conta de um texto como o Hidden on Fire é um desafio imenso, porque tem muitas peculiaridades”, comenta o diretor.

Lauro Fagundes faz o primeiro monólogo, onde um personagem, um segregacionista que faz um relato brutal sobre as chamas ocultas que incendiaram seu país. Lauro comenta que ”ele acredita que as pessoas são diferentes das outras, então devem ser tratadas de modo diferente e nesse sentido com menos humanidade, menos direitos”. Já o segundo monólogo é interpretado pela atriz Gabriela Greco, uma apresentadora do programa “Saiba a Verdade” que revela situações cotidianas extremas, “uma jornalista que nega o caos da democracia, ela nega que está acontecendo a tragédia. inclusive crendo ou fazendo crer que ficar pensando e veiculando as tragédias só promove o prolongamento do caos”, comenta Lauro. Já o personagem de Luiz Manoel é o mestre de cerimônias que propõe um jogo fatal, onde uma plateia enuncia suas famosas últimas palavras: “é uma figura que se deleita com isso”, aponta o ator do primeiro monólogo. 

Por fim, Denizeli Cardoso é uma figura que clama pelo fim da violência, fazendo uma invocação aos deuses da democracia: as pessoas. Lauro comenta: “traz outra possibilidade de humanidade, que vem no sentido de uma figura que nos lembra uma ancestralidade humana, o que poderia existir se não tivesse esse mundo de números e capitalismo”.  Todos se encontram para um ato final. 

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