O filme refere-se a um voo particular, mas na verdade é sobre esse voo que o piloto precisa tentar para reassumir o controle da própria vida. Como piloto, Whip/Denzel é um herói. Arrisca uma manobra perigosa que derruba todos os demais pilotos nos simuladores de voo e consegue aterrissar um avião que se desmancha. Whip salva dezenas de vidas, mas algumas se perdem e o acidente vira objeto de uma investigação federal - que descobre que ele poderia estar, como efetivamente estava, bêbado e drogado naquela manhã.
Naquela e em todas as outras de sua vida destroçada. Monta-se o circo para livrar a cara de Whip - e a do sindicato, a da companhia aérea. Só que, para se safar, ele precisa jogar a culpa em alguém, quando fica provado que um dos tripulantes consumiu álcool dentro do avião. É o dilema de Whip, é o que fará toda a diferença em "O Voo". A segunda chance vem por meio de comprometimento, de responsabilidade e expiação da culpa. O juiz diz que ele fraudou a confiança do público, mas, na verdade, o longa conta a história da trajetória de um homem que se reencontra consigo mesmo. O reencontro interior passa pela tumultuada relação com o filho, e a ex-mulher.