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Di Ferrero encara vivências e sentimentos em novo álbum

“SE7E” é a junção dos últimos lançamentos do artista e consolida o atual cenário criativo de Di Ferrero com composições autorais e em parceria

Cantor expôs particularidades da vida pessoal em novo projeto
Cantor expôs particularidades da vida pessoal em novo projeto Foto : @cesinha / Divulgação / CP

O cantor Di Ferrero, ex-vocalista da banda NX Zero, ampliou o álbum “SE7E” com mais três faixas inéditas: “Deixa Sonhar”, “Fim do Mundo” e “Cuida”. É a primeira vez que o artista constrói um álbum por etapas e considera que seja a obra mais intimista feita por ele. Ao longo das três músicas, os temas percorrem emoções características do mundo atual, como as angústias, a solidão e a vontade de reconstrução. Agora, o álbum conta com onze faixas. Para o artista, cada uma das composições carregam mensagens importantes.

Em “Deixa Sonhar”, Di Ferrero transforma em música uma inquietação sobre a passagem do tempo, a velocidade com que a vida anda e a vontade de prolongar, inconscientemente, o que ainda merece ser vivido. Ao lado de Jenni Mosello, a faixa se torna uma mensagem para um dos desafios mais profundos da humanidade: a pressa. Em “Fim do Mundo”, o sentimento é outro: o escapismo. A música traduz a tentativa de seguir em frente em meio à confusão emocional de um término doloroso. No entanto, a história por trás da composição é intrigante. Di conta que ele, Janni e o produtor Douglas Moda passaram por uma situação inesperada nas ruas de Los Angeles. Uma pessoa visivelmente alterada, segundo ele, foi “para cima” da cantora e isso os assustou demais. A decisão de ir para o estúdio e compor a faixa foi no dia seguinte, com os ares mais espairecidos, mas inspirados no ocorrido o dia anterior.

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“Cuida” chega como uma exposição de uma relação fragilizada, atravessada por desgaste emocional e um sentimento de falta de reciprocidade. Trazendo um olhar cuidadoso sobre o impacto de se entregar a uma pessoa que não sabe acolher, a inédita transforma o sentimento de vulnerabilidade em alerta e reflexão. Tratada como a faixa mais “emo”, Di acredita que seja a composição mais sensível e profunda do projeto justamente por lidar com uma situação pessoal que foi transformada em letra e acorde.

Na avaliação do artista, o primeiro contato com o novo álbum deve ser feito na ordem em que foi lançado, começando por “Universo Paralelo” e seguindo com “Deixa Sonhar”, “Azul”, “Unfollow”, “Cuida”, “Além do Fim”, “Fim do Mundo”, “Então Volta”, “Som da Desilusão” e finalizando com “Unfollow (ao vivo)”. Até mesmo a introdução do novo trabalho funciona como um “portal”. Depois de ouvir na ordem de lançamento, Di Ferrero “dá o aval” para que os fãs ouçam as faixas de forma aleatória ou de acordo com a preferência.

“Esse álbum é muito família, assim. Muito pessoal. Diferente dos outros que eu já fiz. Acho que foi o álbum mais amarrado que eu já fiz na vida. Ele é pensado no conceito, nas músicas, na sequência das músicas, das pautas das músicas, do ritmo.”

Esoterismo e música

Um dos pontos mais marcantes do lançamento é a como dois temas se entrelaçam: trabalho e vida pessoal do artista. Neste caso, a música e o lado esotérico que Di Ferrero não expunha tanto até o “SE7E” ser finalizado. Ele explica que a família sempre teve proximidade com as práticas e que, na carreira, muitas vezes já foi fiel aos conceitos da numerologia. Neste lançamento, do dia foi pensado de acordo com o dia mais propício: 21 de maio, às sete da noite. O número “sete”, inclusive, é protagonista. “É esse número cabalístico, de transformação. Até mesmo o azul que é a cor do álbum é a cor das sete horas da noite. Da mudança do dia para a noite”, explica o cantor.

Confira vídeo da entrevista:

*Sob supervisão de Luiz Gonzaga Lopes

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