Segundo a última edição do livro: “The Ethnologue: languages of the world”, 450 milhões de pessoas no mundo falam o idioma dos colonizadores. Para celebrar a data, estudantes do Unilínguas contaram com a presença de grandes cantores da música latinoamericana, entre eles o músico uruguaio, Mário Barcos, que destacou a importância da divulgação da cultura hispânica. “É necessário que sobreviva, não podemos deixá-la morrer e precisamos do apoio dos jovens também”, disse.
O grupo chileno Sikuris, que realiza apresentações em diversos países da América do Sul e Central, também esteve presente no evento da Unisinos, que contou com dezenas de alunos e professores. O cantor Hector Omar Letelier, que vive há mais de 20 anos no Brasil, lamentou que são poucos os locais onde é difundida a música latino-americana. “O povo brasileiro tem um necessidade de escutar este tipo de música, e são poucos os lugares onde se pode encontrar um ambiente com este tipo de som”, avaliou Letelier.
Para a pedagoga e professora chilena, Paula Fuenzalida, a ideia de celebrar “El día de la Hispanidad” é poder dar a possibilidade ao aluno de integrar-se a cultura hispana e além disso vivenciar pessoalmente a prática do idioma espanhol com nativos. “Os alunos adoraram. Puderam assistir pessoalmente com se baila “La Cueca”, uma dança típica do Chile, apresentado pelo grupo Despertar da 3ª Idade”, disse a professora do Unilínguas.
Foi no ano de 1492, depois de setenta dias viajando nas caravelas Santa Maria, Pinta e Nina, enfrentando o nervosismo e desespero da tripulação, que um marinheiro gritou da torre de vigia: “Terra! Terra!”. Pouco depois, Cristovão Colombo, seguido pelos tripulantes dos três barcos, desembarcou numa ilha das Antilhas, a qual deu o nome de São Salvador: tinha sido descoberta a América.