Ação, aventura, romance, efeitos especiais, um elenco afinadíssimo e uma dose importante de reflexão sobre o inconsciente humano – revelado, sobretudo, nos sonhos – fazem parte do longa "A Origem", estreia cinematográfica dirigida pelo inglês Christopher Nolan, protagonizado por Leonardo DiCaprio.
Os elementos escolhidos pelo diretor para viajar pelo universo onírico estão muito bem dosados na trama roteirizada pelo próprio Nolan, que encantou a muitos com "Batman, O Cavaleiro das Trevas", com Heather Ledger. Além de Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard e Ellen Page compõem um afinado elenco.
A história, que deve ser seguida com muita atenção, está ancorada no personagem Dom Cobb (DiCaprio), um ladrão eficiente que está entre os melhores na arte da extração: roubar segredos valiosos de dentro dos confins do inconsciente durante o estado de sono, quando a mente se encontra mais vulnerável. No avançar da trama, ele encara um desafio no cobiçado e traiçoeiro universo da espionagem corporativa. Embarca numa viagem de sonhos. Os dele e os de outras pessoas. Mas encontra seus "fantasmas" pessoais no meio do caminho e, com isso, constrói o universo narrativo da trama.
Perseguido por uma situação familiar e afetiva, a exposição de seu inconsciente o aproxima de uma chance de redenção. O diretor, roteirista e produtor Christopher Nolan revela que começou a criar o mundo de "A Origem" quase uma década antes de rodar o filme. Há dez anos fascinado pelo tema dos sonhos, o diretor resolveu encarar o desafio de mostrar na tela as incursões por este universo de complexidade e imprevisibilidade.
"A Origem" se articula na premissa de que é possível fabricar sonhos. O que alimenta a velha máxima: "semeia um pensamento e colherás um ato...". No filme, há sonhos criados que parecem reais enquanto são vivenciados.
Momento agradável da diversão cinematográfica é viajar com "A Origem" de um arranha-céu em Tóquio para uma montanha em Calgary; das estradas exóticas do Tânger, no Marrocos, às pitorescas ruas de Paris; da histórica Londres à moderna Los Angeles. Os efeitos especiais também são um espetáculo à parte. Foram usados para complementar sequências cruciais, por vezes, traindo a própria atenção da trama principal. Proporcionam quedas em câmera superlenta e lutas em ambiente onde a gravidade não existe.
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