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Diogo Nogueira celebra 20 anos de carreira com "Infinito Samba"

Cantor se apresenta em Porto Alegre e fala sobre a importância do gênero na cultura brasileira

Diogo Nogueira traz a Porto Alegre a turnê ‘Infinito Samba’
Diogo Nogueira traz a Porto Alegre a turnê ‘Infinito Samba’ Foto : Priscila Prade / Divulgação / CP

Diogo Nogueira criou uma nova turnê comemorativa chamada "Infinito Samba". O espetáculo celebra duas décadas de uma trajetória marcada pela excelência, pela reinvenção, e pela sua inerente reverência ao samba de raiz. Esta turnê chega a Porto Alegre nesta sexta, 20 de março, às 21h, no Auditório Araujo Vianna (Osvaldo Aranha, 685), com últimos ingressos à venda na Sympla. O projeto “Infinito Samba” se propõe a ser um marco na força cênica do gênero, unindo a ancestralidade da música brasileira com um olhar futurista ao palco.

E Diogo tem muito a falar sobre este novo show, que tem direção artística de Rafael Dragaud. Sobre o fato de ele ser considerado o elo entre o samba de ontem e o de amanhã, Diogo responde:

“Eu sempre fiz essa ligação do passado com o presente, que é de suma importância para passar aos mais jovens, que existiram outras músicas. Se estou aqui é porque existiu um passado que construiu e pavimentou tudo isso. Minha missão é fazer um pouco dessa história ser reconhecida e conhecida pelos mais jovens. Montei esse show pensando nesta comemoração de 20 anos, trazendo minha banda, tocando com a orquestra MPB Jazz, regida pelo Renato Coelho. Estou num momento muito feliz, super realizado, o show do Rio de Janeiro esgotou, o de São Paulo também. Tiveram uma repercussão absurda. Este show era o que eu sonhava”.

O repertório da noite é tão vasto quanto representativo da nossa música brasileira. São ao todo 54 músicas condensadas em 30, pois algumas são cantadas em forma de pot pourri ou medley, emendando uma na outra. Entre estas músicas estão “Coisinha do Pai”, “Disritmia”, “Canto das Três Raças”, “Sangrando”, “Deus é Mais”, “Força Estranha”, “Batucada dos Nossos Tantans” e “Pé na Areia”; “Na direção desse trabalho está o Rafael Dragaud. Todo dia tem uma aula com ele, um aprendizado, um amadurecimento. Tem ainda o Rafael dos Anjos e o Chapinha, que são os diretores musicais, além do Renato Coelho, que também ajudou nesse processo dessa junção.

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É uma equipe empenhada para que esse sonho fosse realizado da forma que eu imaginei, levando o samba para um lugar que ele merece estar, com um espetáculo grande, sendo contado de uma forma linda, fazendo homenagens a personalidades como Clara Nunes, João Nogueira, Martinho da Vila, Alcione, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Gonzaguinha, e que na verdade passa não só pelo samba, mas por toda a música brasileira”, afirma Diogo.

Confira a entrevista:

O destaque de "Infinito Samba" é sua proposta visual. Cenário, luz e figurino integram-se em uma experiência de impacto. Para finalizar, propomos a Diogo que ele pensasse o que seria o mundo sem samba, sem o seu infinito samba para que ele conceitue o que é o gênero em sua vida.

“O samba representa o povo brasileiro. O samba é a célula-mãe, é a mãe que construiu a música brasileira. Através dos pretos, dos escravos, da construção desse país por eles. Isso eu não posso negar, não existe essa negação. Na verdade, quem nega isto não conhece o seu país e não conhece o que é a cultura desse país. Esse país sobrevive por causa da cultura, a maior força desse país é a cultura”, conclui Diogo.

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