Em entrevista ao Correio do Povo, Campanella, atual presidente da Academia del Cine de Argentina, falou de seu momento atual e das repercussões concretas da premiação em Hollywood. Sobre o Oscar, no início deste ano, ele esperava que o prêmio pudesse dar um "forte impulso no aspecto comercial do filme". Hoje ele comprova a realização deste desejo. O filme, que segue em cartaz em Porto Alegre e em vários cinemas do Brasil, foi bem comercializado e impulsionou a carreira de Ricardo Darin, e de Soledad Villamil, principais atores da trama. Ela, ainda foi vista e ouvida recentemente em espetáculo aplaudidíssimo na Capital gaúcha.
Atencioso, Campanella comentou sobre seus projetos atuais que incluem a realização de um longa-metragem de animação. "É estranho dirigir assim, sem personagens de carne e osso", brincou Campanella que já está trabalhando na produção, a partir das tiras do lendário Roberto Negro Fontanarrosa, o humorista e cartunista rosarino, morto em 2007. O foco do trabalho é o público infantil. Outro desafio para o realizador. "Agora tenho que pensar em como traduzir para as crianças aquilo que proponho no roteiro", resume.
E é ele mesmo quem está roteirizando o longa. De sua carreira nos EUA, que já conta com realizações como "Law & Order: Special Victims Unit" (2000-Present); "Six Degrees" (2006); "30 Rock" (2006); e "House" (2007), diz estar em meio às negociações para o novo projeto. O longa "Heck" é adaptação de "Heck: Where the Bad Kids Go", livro infantil de 2008, de Dale E. Basye e ilustrado por Bob Dob. Na trama, Milton Fauster é um menino que morre com a irmã em estranho acidente e vai para instituto onde tem aulas com personagens que já morreram, como o ex-presidente Richard Nixon. "Imagina o desafio de criar esta narrativa", analisa Campanella.