Na última quinta-feira, dia 10, Elon Musk apresentou robôs humanoides chamados Optimus, no evento “We Robot”, da sua empresa Tesla. Segundo o empresário, a invenção será capaz de realizar tarefas domésticas. Apesar da apresentação, o bilionário não deu prazos e na apresentação não ficou claro quais são exatamente as capacidades do robô, embora tenha sido visto andando entre o público e servindo bebidas. Além disso, foi mostrado novos meios de transporte autônomos.
Optimus is your personal R2D2 / C3PO, but better
— Tesla (@Tesla) October 11, 2024
It will also transform physical labor in industrial settings pic.twitter.com/iCET3a9pd8
Com a repercussão da notícia sobre as novas invenções tecnológicas - que para muitos parece sair de um filme de ficção científica - o diretor do filme “Eu, Robô”, Alex Proyas, comentou em seu perfil no X: “Ei, Elon, posso ter meus designs de volta, por favor?”, escreveu, junto com imagens do robô Optimus e dos veículos da empresa Tesla em comparação com imagens do filme de 2004.
Hey Elon, Can I have my designs back please? #ElonMusk #Elon_Musk pic.twitter.com/WPgxHevr6E
— Alex Proyas (@alex_proyas) October 13, 2024
No longa de ficção científica distópica, protagonizado por Will Smith, o ano é 2035 e é comum robôs serem usados como empregados e assistentes dos humanos. Para manter a ordem, esses robôs possuem um código que impede a violência contra humanos, a chamada Lei dos Robóticos. Porém, um assassinato muda essa percepção. O filme é inspirado no livro, de mesmo nome, de Isaac Asimov, um percursor da ficção científica e das três leis da robótica.
Proyas é conhecido por refletir sobre a interferência do gênero de ficção científica no mundo real. Seu mais novo trabalho deve ser lançado em 2025. Intitulado “R.U.R”, uma adaptação cinematográfica da peça de ficção científica de 1920, escrita pelo autor tcheco Karel Čapek.
A história gira em torno de uma jovem que quer libertar os robôs da exploração capitalista da fábrica insular dos Robôs Universais de Rossum. Ela está convencida de que os robôs, criados para servir os humanos, merecem a emancipação, ela decide lutar por seus direitos. No entanto, suas ações desencadeiam consequências catastróficas que abalam a própria existência da humanidade.
A adaptação para o cinema deve trazer uma reflexão mais atualizada sobre os perigos da desumanização e da dependência excessiva da tecnologia, mantendo viva os ideais da obra de Čapek para as novas gerações.