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Diretor de "Game Of Thrones" defende passagem do tempo na série

Alan Taylor disse que espectadores devem aceitar a "impossibilidade plausível" dos acontecimentos

Sexto episódio da sétima temporada foi criticado por lacunas temporais
Sexto episódio da sétima temporada foi criticado por lacunas temporais Foto : HBO / Divulgação / CP
Antes mesmo da sétima temporada de "Game Of Thrones" ir ao ar, o ator Kit Harington, que vive Jon Snow no seriado, já havia comentado que o número resumido de episódios acarretaria num ritmo mais intenso. E é justamente a passagem do tempo que tem sido o principal alvo de críticas na atual leva de episódios. Em respostas aos comentários controversos, Alan Taylor, diretor de "Beyond the Wall", que foi exibido no último domingo, tentou justificar a cronologia em entrevista para a "Variety".

Atenção, se você ainda não assistiu ao episódio, pare por aqui, pois este texto contém spoilers.

Ainda que os espectadores tenham sido surpreendidos pelas sequências de lutas entre humanos, zumbis e dragões, outros estavam mais preocupados com lacunas na linha do tempo da narrativa. Gendry (Joe Dempsie) correu para Atalaialeste para pedir que um corvo fosse enviado a Daenerys (Emilia Clarke), que rapidamente chegou com seus dragões para salvar o grupo que estava nas terras Além da Muralha. "Estávamos conscientes de que o tempo estava ficando um pouco nebuloso. Nós tivemos Gendry retornando, corvos voando uma distância considerável, os dragões tiveram que voltar para uma certa distância", disse Taylor à revista Variety.

"Em termos de experiência emocional, (Jon e companhia) meio que passaram uma noite ilhados. Nós tentamos simular essa ideia colocando um crepúsculo bem ao norte da Muralha. Eu acho que houve algum esforço para borrar a linha do tempo um pouco por não declarar exatamente quanto tempo estávamos lá. Eu acho que isso funcionou para algumas pessoas, para outras pessoas não", justificou ele sobre a cena em que Jon e seu grupo ficam encurralados por pelo exército dos mortos. "Não revelar exatamente quanto tempo se passou foi a forma que encontramos para dar continuidade à linha do tempo", completou.

"Algumas pessoas pareciam estar muito preocupadas com a rapidez com que um corvo pode voar, mas existe uma coisa chamada 'impossibilidade plausível', algo que você tenta alcançar. É diferente de pedir que o espectador aceite uma 'possibilidade impossível'. Eu acho que estávamos tentando um pouco a plausibilidade, mas espero que o impulso da história contenha algumas dessas coisas", completou.

O episódio desta semana também viu uma escalada de hostilidade entre Arya e Sansa, que finalmente se reuniram nesta temporada depois de serem divididas no final da primeira temporada. De acordo com Taylor, ele testemunhou em primeira mão quanto as estrelas de série Maisie Williams e Sophie Turner mudaram com as suas personagens ao longo dos anos. "Essa foi uma revelação para mim porque eu estava lá nas temporadas 1 e 2 quando elas eram crianças. Elas foram ótimas em fazer o que estavam fazendo, mas evoluíram tanto quanto atrizes quanto personagens. Estamos empurrando coisas mais profundas e mais sombrias, e elas realmente cresceram para poder fazer isso", analisou.

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