"A Alemanha é um dos poucos países que não cortou o orçamento da Cultura. Também oferece muito dinheiro para pesquisa, ao contrário daqui", acrescentou. Para mostrar sua determinação, Manfredi até hasteou uma bandeira da Alemanha em frente ao museu.
Nascido em Casoria, ele voltou a sua cidade natal depois de ter feito carreira no exterior, em países como China e Estados Unidos, e criou seu museu em 2005. "Queria criar algo nesta cidade morta", explicou. Mas assim que começou a organizar exposições sobre a Camorra (máfia napolitana) e os problemas de integração dos imigrantes, ele passou a receber ameaças de morte e seu museu foi vandalizado.
Depois da criação do museu, ele não recebeu mais nenhum centavo do Estado e após o incidente em Pompeia ele desistiu de vez. Seus fundos vêm de seu próprio bolso e de patrocinadores privados, e artistas em visita às vezes lhe doam obras. "Se um governo deixa Pompeia ruir, então que esperança pode haver para o meu museu?" perguntou-se. "Há um enorme problema com a Cultura na Itália".