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Diretor e roteirista Robert Benton morre aos 92 anos nos EUA

Eçe ficou conhecido no fim dos anos 1960, ao coescrever com David Newman o roteiro de “Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas”

Robert Benton, morreu no último domingo, 11, aos 92 anos
Robert Benton, morreu no último domingo, 11, aos 92 anos Foto : YouTube / Reprodução / CP

Robert Benton, roteirista e diretor por trás de clássicos como Kramer vs. Kramer e Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas, morreu no último domingo, 11, em sua casa em Manhattan, Nova York (EUA). A morte foi confirmada ao New York Times nessa terça-feira, 13, por sua assistente e empresária de longa data, Marisa Forzano. O cineasta tinha 92 anos.

Benton ficou conhecido no fim dos anos 1960, ao coescrever com David Newman o roteiro de “Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas”, filme que chocou e fascinou o público com seu retrato ousado dos famosos ladrões de banco da era da Grande Depressão. Dirigido por Arthur Penn e estrelado por Warren Beatty e Faye Dunaway, o longa ajudou a abrir caminho para uma nova geração de cineastas americanos mais experimentais e ousados.

Em 1979, foi com Kramer vs. Kramer que Benton alcançou o ápice do reconhecimento: ele escreveu e dirigiu o drama familiar que rendeu dois Oscars, de direção e roteiro adaptado. A obra, protagonizada por Dustin Hoffman e Meryl Streep, virou referência por tratar com sensibilidade temas como separação, paternidade e disputas de custódia. Em 1984, ele foi mais uma vez reconhecido pela Academia e levou a estatueta dourada pelo roteiro original de “Um Lugar no Coração”.

Ao longo de mais de três décadas, Robert Benton recebeu sete indicações ao Oscar e deixou uma marca significativa no cinema. Ele assinou títulos como “Ninho de Cobras” (1970), “Má Companhia” (1972), “Na Calada da Noite” (1982), “Nadine - Um Amor à Prova de Balas” (1987), “Billy Bathgate - O Mundo a Seus Pés” (1991), “O Indomável: Assim é minha vida” (1994), “Fugindo do Passado” (1998), “Revelações” (2003) e “Banquete do Amor” (2007).

Nascido no Texas (EUA) em 1932, Robert Benton começou sua carreira como editor de arte na revista Esquire, antes de se dedicar ao cinema. Descrito como um diretor discreto, detalhista e sensível, ele costumava dizer que o cinema era "escrito pela câmera". Foi reconhecido por sua habilidade em extrair atuações marcantes e por seu estilo intimista, influenciado pela Nouvelle Vague e por diretores como François Truffaut.

Benton perdeu a esposa, Sallie, em 2023, com quem foi casado por 60 anos. Ele deixa um filho, John Benton.

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