Do total de 130 shows, 60 apresentações de dança e 40 de teatro, 20 exposições de artes visuais e 80 conferências literárias, há amostras de diferentes estilos. Na música, os sambistas da chamada Velha Guarda da Portela mostrarão o samba original e tradicional feito no Rio de Janeiro. Os instrumentistas Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti apresentarão a originalidade da busca por sons em todos os objetos, além dos instrumentos convencionais. O rapper Marcelo D2 vai mostrar a mistura entre black music, rock e rap.
A banda Pedro Luis e a Parede, que mescla rock, samba, rap e funk, apresentará sua produção. O grupo Corpo, de Belo Horizonte, reconhecido pela originalidade do ballet contemporâneo, vai mostrar suas últimas produções. As companhias Giramundo, que faz teatro de bonecos, e a Intrépida Trupe, que há 21 anos mistura circo, teatro e dança nos seus espetáculos, também estará presente.
O poeta e ensaísta Augusto de Campos e os escritores João Ubaldo Ribeiro e Renato Carvalho estão entre os brasileiros que participarão das conferências no Europalia. Nas artes visuais, a escolha dos trabalhos remete desde o período colonial do Brasil até os dias de hoje passando por obras da Semana de Arte Moderna de 1922.
Curtas e longas brasileiros
No cinema, a ideia é apresentar um panorama geral do que se produz no Brasil. Por isso há curtas, médias e longas metragens, assim como filmes destinados às crianças, além do público adulto. Dantas disse que foi um “desafio imenso” reunir todos os trabalhos, das distintas áreas, e que a falta de recursos por pouco não impediu a realização do evento.