Documentário ‘De Olhos Abertos’ será exibido ao ar livre

Documentário ‘De Olhos Abertos’ será exibido ao ar livre

Uma sessão neste sábado marca uma série de exibições do filme

Adriana Androvandi

Making of do documentário ‘De olhos abertos’, de Charlotte Dafol, rodado em Porto Alegre

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O documentário de temática social “De olhos abertos”, de Charlotte Dafol, tem lançamento em Porto Alegre com sessões especiais gratuitas. O longa-metragem mostra as dificuldades dos moradores de rua que produzem e vendem seu próprio jornal, o Boca de Rua, em Porto Alegre. No sábado (15), às 19h30min, haverá uma sessão ao ar livre no Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo (Rua João Alfredo, 582), no bairro Cidade Baixa. O espaço estará aberto a partir das 18h. 
No sábado seguinte, 22 de janeiro, às 19h, a exibição será na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), localizada na Rua dos Andradas, 736. Nas duas ocasiões, haverá bate-papo dos representantes da equipe do filme e do jornal Boca de Rua com a plateia após as projeções.

Ainda entre as iniciativas, a Casa de Cultura receberá a visita de integrantes do projeto “Boca de Rua”, que conta com aproximadamente 30 colaboradores no dia 18 de janeiro, às 14h30min. O historiador da arte Diego Groisman, diretor da CCMQ, receberá o grupo para uma visita mediada pelo centro cultural, com participação da equipe do Núcleo Educativo da Casa. Serão apresentados aspectos como a história e a relevância patrimonial do prédio e as ações culturais realizadas na local. “Para a Casa de Cultura é extremamente importante apoiar um projeto de tamanha relevância social, como o Boca de Rua. Debater sobre a questão das pessoas em situação de rua é urgente na cidade, e iniciativas como esta possibilitam que as pessoas em vulnerabilidade social tenham mais voz e representatividade, e consequentemente condições de vida mais dignas”, avalia Groisman. Realizada em parceria com a Cinemateca Paulo Amorim, a atividade terá entrada franca, mediante inscrição prévia, via redes sociais da CCMQ. A instituição também destinará recursos em apoio ao projeto, com o custeio de cartões-postais produzidos pelo grupo, que serão comercializados, auxiliando, assim, o fomento financeiro do coletivo.
Também deve ocorrer uma sessão da obra no Fórum Social das Resistências, no dia 27 de janeiro, no antigo Comitê Latino-Americano (Vieira de Castro, 133), além de outra na Cinemateca Capitólio.

O filme foi integralmente gravado em Porto Alegre, trazendo detalhes da paisagem do Centro Histórico e da Cidade Baixa, pela visão daqueles que habitam suas ruas e praças. O longa apresenta muitas entrevistas daqueles que integram o informativo trimestral, abordando questões como preconceito, violência, drogas e saúde pública.
Com duração de 112 minutos, o documentário foi produzido pela Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação (Alice) no ano de 2020, sem financiamento público ou privado. Através de uma vaquinha eletrônica, foi arrecadado o valor para compra de uma câmera usada e ajuda de custo para transporte e alimentação.
As captações foram feitas pela própria diretora, contando com a ajuda no set de Annekatrin Fahlke, assistente de direção, e de voluntários. Já a pós-produção teve a intervenção de profissionais da área. A montagem é de Alfredo Barros, com desenho de som de Juan Quintáns e finalização de imagens Raoni Ceccim. 


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