No início de noite de 14 de maio de 1987, o jovem operário negro Júlio César Pinto, estava no meio de uma multidão que observava a fuga dos homens que haviam assaltado o supermercado Dosul no bairro Partenon, em Porto Alegre, quando foi pego pelos policiais como sendo um dos assaltantes. Essa história que rodou o Brasil é tema do documentário em longa-metragem “O Caso do Homem Errado”, que tem sessão de pré-estreia na Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1085) nesta quinta-feira. A exibição acontece às 20h, com ingressos a R$ 10.
O crime ganhou notoriedade após a imprensa divulgar fotos de Júlio sendo colocado com vida na viatura e chegar, 37 minutos depois, morto a tiros no hospital. O filme traz o depoimento de Ronaldo Bernardi, o fotógrafo que fez as imagens que tornaram o caso conhecido, da viúva do operário, Juçara Pinto, e de nomes respeitados da luta pelos direitos humanos e do movimento negro no Brasil.
A direção é da jornalista gaúcha Camila de Moraes. Além do caso que dá nome ao filme, a produção discute ainda as mortes de pessoas negras provocadas pela polícia. Antes da sessão, será realizada uma marcha da Esquina Democrática até o cinema, para denunciar a violência dos órgãos de segurança contra a população negra. A concentração para o ato começa às 18h.
Documentário "O Caso do Homem Errado" tem pré-estreia nesta quinta em Porto Alegre
Filme conta a história de Júlio César de Melo Pinto, executado pela Polícia Militar na década de 1980