"Além de o Argus ter sido um dos grandes bateristas da história, o que mais me motivou a participar do filme foi o ser humano espetacular que ele era", relata o violinista, arranjador e compositor Cunha, autor de trilhas sonoras de mais de 15 filmes e projetos visuais nos últimos dois anos e vencedor de dois prêmios Açorianos de Música como arranjador. Ele assina também a direção musical, ao lado de Leo Bracht.
A trilha sonora inclui o som de vários instrumentos como violino, viola, contrabaixo, piano, celeste, bateria, percussão, trompete e ainda voz feminina. Conta ainda com uma música que o filho do baterista, Pedro, fez para Argus, chamada "Pra Ti Pai".
Conforme Cunha, o diretor Pedro Lucas, ao montar o filme, não escondeu nem expôs de forma agressiva os principais traços de personalidade de Argus, tanto os negativos quanto os positivos. "Ele dosou isso de forma genial. Foi uma narrativa bem construída". No enredo, a história de um baterista veterano da Bossa Nova, que já acompanhou artistas como Elis Regina, Sérgio Mendes, Tom Jobim, Carlos Lira, Ângela Maria, Elza Soares e Antônio Solero.
Montenegro passou seus últimos momentos de vida recuperando-se de um acidente que o afastou das apresentações em público por cinco anos. Morreu em junho de 2008. A previsão é de que o filme seja lançado no segundo semestre deste ano.