A Fundação Iberê Camargo (Av. Padre Cacique, 2000), em Porto Alegre, realiza neste final de semana uma sessão comentada do documentário "Tropicália" com o seu diretor, Marcelo Machado. A exibição tem entrada gratuita e ocorre no domingo, às 16h. A atividade integra o programa "Tropicália | Geleia Geral", que tem curadoria de Marta Biavaschi.
O filme aborda o marcante movimento cultural no Brasil dos anos 60. Após uma pesquisa de cinco anos, o realizador Marcelo Machado lançou o filme em 2012. Com imagens de arquivo, especialmente recuperadas para a produção, sequências de filmes, entrevistas inéditas, programas de TV e fotografias, o documentário tem a participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Torquato Neto, Gal Costa, Mutantes, Capinan, Tom Zé e Rogério Duprat – integrantes do grande coletivo formador do movimento –, que trazem à tona a memória de um momento de ruptura, descoberta e confronto no inicio dos anos de chumbo.
"Tropicália" participou de diversos festivais e venceu o Prêmio especial do júri na categoria Cinema da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). O cineasta Marcelo Machado é conhecido por seu trabalho com vídeo experimental nos anos 1980 e, mais recentemente, por seus documentários de longa-metragem, como "Oscar Niemeyer, o arquiteto da invenção" (2007) e "O Sarau" (2011, sobre o papel da poesia na vida dos cidadãos de Dois Córregos).
Além da exibição do documentário, a programação do final de semana da Fundação Iberê Camargo contempla a visitação a duas mostras que estão em cartaz no espaço, das 15h às 20h de sábado e domingo. "Sombras no Sol" traz 41 peças do acervo – entre pinturas, desenhos, gravuras e documentos – de Iberê Camargo que retratam sua visão sobre a “Cidade Maravilhosa”, onde morou por 40 anos. A mostra tem curadoria de Eduardo Haesbaert e Gustavo Possamai e exibe também um conjunto de documentos que registram a censura a uma de suas obras durante o V Salão Nacional de Arte Moderna, em 1956, no Rio de Janeiro.
Já a exposição "Vivemos na Melhor Cidade da América do Sul" analisa a paisagem estética e política do Rio de Janeiro, contemplando pinturas, esculturas, fotografias, instalações, vídeos e performances de artistas brasileiros. A mostra destaca um trecho da canção "Baby", de Caetano Veloso, para investigar noções contraditórias de tropicalidade, identidade nacional, corpo e violência. Das 17h às 20 de domingo, também haverá uma sessão de música ao pôr do sul comandanda pela DJ Paula Vargas.
Documentário "Tropicália" ganha sessão comentada na Fundação Iberê Camargo
Exibição ocorre no domingo e tem entrada gratuita