No julgamento em primeira instância, em junho de 2013, os dois criadores da marca de roupas e acessórios de luxo Dolce&Gabbana, de origem siciliana, foram condenados a um ano e oito meses de prisão por evasão fiscal estimada em quase um bilhão de euros.
A sentença foi reduzida na apelação porque alguns dos crimes atribuídos à dupla foram prescritos, segundo a imprensa italiana. Outras quatro pessoas também foram condenadas à prisão. "Estou sem palavras, totalmente sem palavras. Indubitavelmente, vamos apresentar um recurso ao Supremo Tribunal Federal", declarou o advogado dos estilistas, Massimo DiNoia.
Em novembro de 2011, o Tribunal de Cassação italiano anulou a absolvição dos dois, pronunciada em abril de 2011 por um tribunal de Milão. Em 2010, o jornal Sole 24 Ore revelou que a dupla italiana estava sendo investigada por sonegação de impostos no valor de 840 milhões de euros, junto com outras quatro pessoas.
De acordo com os juízes, os dois homens criaram entre 2004 e 2005 uma empresa de fachada em Luxemburgo, dando o controle das marcas do grupo para escapar das autoridades fiscais italianas, enquanto que a empresa atuava de fato na península.