E sse domingo é daqueles dias para viver todas as emoções possíveis, como se fosse o último da vida de cada um de nós. É o último dia da 55 Feira do Livro de Porto Alegre. A programação prevê discussões como "O Centenário de Euclides da Cunha - Os Sertões", releitura da obra por nomes como Antonio Hohlfeldt, Luis Augusto Fischer e Márcia Ivana de Lima e Silva. A data é para comprar os últimos livros, vasculhar saldos, andar e apreciar o primaveril Centro da Capital.
O momento também será de reflexão em relação aos porquês da queda nas vendas. Com 44 anos de Feira, o livreiro Rui Diniz, da Palmarinca, lembra que a quantidade de eventos paralelos tirou o foco dos astros do evento: livros, livreiros, escritores e leitores. "É a pior feira dos últimos tempos. Precisamos sentar e ver no que pecamos", avalia.
Entre os possíveis vilões para a queda de 17% do volume de livros vendidos, até então, estão a chuva, múltiplos eventos, a crise e as vendas pela Internet. Em levantamento feito em sites de venda on-line como Submarino, Saraiva e Americanas, foi possível constatar que os livros novos estão em média 20% mais baratos pela rede. Gustavo Hickmann, da Letras & Cia, não crê que a Internet prejudique as vendas da Feira. "As pessoas querem tocar e descobrir o livro pelas mãos". André Gambarra, da Nova Roma, observa que a crise fez com que as pessoas comprassem menos, enquanto Guilherme Matzenbacher, da Mosaico, constata que a Feira teve público novo, diferente do habitual.
Domingo de viver últimas emoções da Feira do Livro
Movimento desse domingo é a esperança dos livreiros para aumento nas vendas