Arte & Agenda

Drama sobre escravidão é eleito melhor filme pelo público em Toronto

"12 Years A Slave" foi dirigido pelo cineasta britânico Steve McQueen

Chiwetel Ejiofor é o protagonista da história de  Steve McQueen
Chiwetel Ejiofor é o protagonista da história de Steve McQueen Foto : Divulgação / CP
Mais importante do que “vencer”, no Festival Internacional de Cinema de Toronto (Tiff), no Canadá, é estar entre os cerca de 300 filmes apresentados. Mesmo assim fica a honra da vitória do Prêmio do Público que, neste final de semana, coube a “12 Years a Slave” (Doze Anos um Escravo”), de Steve McQueen, com Brad Pitt.

O filme conta ainda com Chiwetel Ejiofor, Michael Fassbender, Benedict Cumberbatch, Paul Dano, Garret Dillahunt, Paul Giamatti, Scoot McNairy, Lupita Nyong'o, Adepero Oduye, Sarah Paulson, Michael Kenneth Williams e Alfre Woodard.

Gerando muita expectativa para a próxima edição do Oscar, a produção baseia-se no relato de primeira mão de Solomon Northup, um homem negro do norte do estado de Nova Iorque que foi sequestrado e vendido como escravo em 1841. Retrata os horrores do trabalho extenuante, da humilhação cotidiana e de famílias destruídas.

Sua estreia em Toronto na semana passada recebeu uma impressionante ovação de pé por parte do público. Além de lágrimas, também houve aqueles que deixaram a sala, devido à forma tão gráfica como o filme mostra a tortura atroz dos escravos nesse período da história. "A história é um presente do passado para abrir uma discussão, não sobre raça, particularmente, mas sobre a dignidade humana e sobre nossas liberdades e do que mais precisamos no mundo", afirmou Chiwetel Ejiofor, que interpreta Northup. "E a única forma de abrir essa discussão é olhar todas as suas partes", acrescentou.

McQueen explicou que sua maior motivação foi se conectar com esse período da história americana. "Queria ver imagens desse passado em particular. Queria experimentar isso por meio das imagens", completou.

A semana do Tiff

Também neste final de semana, houve o Fipresci de Apresentação Especial, da Crítica Internacional, que ficou com “Ida”, do polonês Pawel Pawlikowski. No Festival de Cinema de Toronto, que começou em 5 de setembro, foram exibidos 366 filmes, incluindo 146 estreias mundiais.

Em meio à lista de muitos oscarizáveis que passaram nesta edição pelas telas do Tiff, diversidade e ousadia estiveram lado a lado com o tradicional cinema do mundo contemporâneo. O Tiff tem filme para todos os gostos e públicos. E tem público para todos os filmes, lotando salas e formando filas intermináveis, com ávidos cinéfilos travestidos de cidadãos comuns.

Neles, o gosto pela vivência cinematográfica, podendo ocorrer ao lado de expoentes da cinematografia mundial, de David Cronemberg à Juliete Binoche; de Brad Pitt a Taylor Swift. E, para além das notoriedades, a cinematografia mundial ganha vitrine, reunindo histórias locais para apreciações globais.

No Tiff, atores reforçam suas carreiras junto ao público, como George Clooney e Sandra Bullock (“Gravity”); Hugh
Jackman, Jake Gyllenhaal e Maria Belo (“Prisoners”); entre outros. A cinematografia brasileira também marcou presença no Tiff deste ano. “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra, e “Faroeste Caboclo”, de René Sampaio, foram selecionados por Diana Sanchez, responsável pelas escolhas brasileiras e ibero-americanas.

Asssita ao trailer: 



Com informações da AFP


Bookmark and Share

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta deste sábado, dia 17 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio