A trama, dividida em três partes, foca a história de três mães e suas perdas. As histórias partiram de casos reais, mas não têm a pretensão de serem documentais. Serviram apenas de inspiração para o roteiro. O primeiro é sobre uma mãe (Cida Moreira), professora a caminho da aposentadoria, que é impactada com a reação de seu filho ao ser descoberto visitando sites de pedofilia.
Outro caso é o de um pai que esquece seu filho no banco de trás de carro ao ter alterado sua rota diária. O encontro com a mãe (Andrea Marquee) é marcado pela culpa.
O terceiro episódio é baseado no caso real divulgado em 2002 de Pedro Braule Pinto, conhecido como Pedrinho de Goiânia, que foi roubado ainda bebê na maternidade e encontrado 16 anos depois pelos pais biológicos. 'O que me interessou neste último caso foi o momento do reencontro, da mãe que revê o filho 16 anos depois de tê-lo perdido e se dá conta do vazio que nunca poderá ser preenchido', disse o diretor.
O diferencial do filme está também em seu formato. As histórias parecem um tanto confusas a princípio. A compreensão plena em cada núcleo se dá somente quando cada uma das atrizes canta uma música, o que destaca suas habilidades vocais e injeta nas cenas uma alta densidade dramática.
O filme é protagonizado por Cida Moreira (mais conhecida como cantora), Fernanda Vianna e Andrea Marquee. No Festival de Cinema de Gramado 2012, quando Fernanda Vianna ganhou sozinha o troféu de Melhor Atriz, houve quem achasse uma injustiça, como o próprio diretor, que disse que as três formavam o conjunto do filme e, por isso, as três deveriam ter dividido igualmente a premiação. A crítica em geral também concordou com o diretor. n Resumindo, é um filme triste, mas, ao mesmo tempo, belo.