O ator investe em seu primeiro monólogo, que estreou em setembro passado no Sesc Copacabana (RJ); em março esteve no Festival de Curitiba e, há pouco, na Feira do Livro de Goiânia. Ele vive um homem cuja família tem um código estabelecido a partir de uma história de hereditariedade. Momentos antes de perder a visão, alguns parentes recebem um livro, última visão do que veriam na vida. O que segue é como ele lida com isso e seu recomeço.
"A peça trata das limitações físicas sofridas pelas pessoas e de outras perdas, como de pessoas queridas. Tem uma proposta subjetiva, de onde relemos a vida, entendemos o conceito de nossa existência", diz Moscovis, que começou sua carreira no teatro em 1989. Somente dois anos depois é que ele entrou para a televisão, que o consagrou. "O teatro sempre existiu na minha vida. Fiz minhas últimas quatro novelas sempre acompanhadas de espetáculos paralelamente.”
Após emendar “Senhora do Destino” e “Alma Gêmea”, ele optou pela não renovação do contrato com a Rede Globo para poder ter outras possibilidades. Desde então, no teatro, Moscovis atuou em "Por uma Vida Menos Ordinária" (2007) e "Corte Seco" (2010), também com Jatahy, e, no cinema, em "Sem Controle", "Cabeça a Prêmio", "Amor" (em cartaz nos cinemas), "180 Graus" e "Corações Sujos".
Na TV, o ator ainda fez uma participação no seriado "Alice", da HBO; "As Cariocas", de Daniel Filho e "Louco por Elas", ainda por estrear, assinado por João Falcão ("Clandestinos").