Arte & Agenda

Duas exposições têm abertura hoje na Casa de Cultura Mario Quintana

A mostra 'Inventário da Inundação' e a ‘Intermezzo' apresentam obras de Zoravia Bettiol, sendo uma delas ao lado de textos de Nora Prado

Nora Prado, em parceria com a sua mãe, a artista visual Zoravia Bettiol, apresenta exposição
Nora Prado, em parceria com a sua mãe, a artista visual Zoravia Bettiol, apresenta exposição Foto : Nilton Santolin / Divulgação / CP

Refletindo sobre a enchente que destruiu grande parte do Rio Grande do Sul em maio de 2024 e as consequências dramáticas desse evento climático, a poeta e cronista Nora Prado, em parceria com a sua mãe, a artista visual Zoravia Bettiol, apresenta os seus registros na mostra “Inventário da Inundação”. A exposição ocupa a Galeria Augusto Meyer, do Instituto Estadual de Artes Visuais (IEAVi), 3° andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), a partir de hoje, onde permanece até 12 de outubro.

Depois, terá itinerância no Instituto Zoravia Bettiol, a partir de 25 de outubro. Os trabalhos permanecem no local até o início de janeiro de 2026. “Inventário da Inundação” amplia a sensibilidade e o olhar de duas artistas de Porto Alegre a partir de 28 crônicas escritas por Nora Prado e ilustradas por Zoravia Bettiol. É um testemunho que reflete a dor e o caos vividos pelas populações atingidas em diversos níveis.

O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC RS) inaugura hoje, às 18h, a exibição da obra “Intermezzo (1977)”, um dos mais marcantes trabalhos têxteis da artista gaúcha Zoravia Bettiol. A peça integra o Acervo em Foco do MAC RS, que conta com curadoria coletiva de Fernanda Yumi, Giordano Mendes, Giovanni Ramos, Mariana Christmann e Rodrigo da Silva Mendes, equipe do Setor de Acervo do Museu.

A obra pode ser visitada até dia 12 de outubro, na Microgaleria Tatata Pimentel, localizada no 3º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). O tríptico “Intermezzo” faz parte da série “Metamorfose”, iniciada em 1976, e carrega em seu próprio título a ideia de pausa e transição — o interlúdio entre atos de uma peça ou ópera. Essa noção de intervalo se traduz na própria materialidade da obra: tanto nos vazios que se insinuam entre as três partes do conjunto, quanto nos silêncios deixados entre as linhas que o compõem. A artista entrelaça fibras de sisal e rami em uma metáfora da cadência da vida cotidiana — feita de presenças e ausências.

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