Quando abacaram, era muito tarde e "Ed sugeriu que eu cochilasse no quarto de hóspedes". "O produtor disse que ficaríamos mais 20 minutos e poderíamos ir embora. Eu fui para o quarto, deitei, acabei cochilando e acordei abruptamente com Ed em cima de mim e colocando seus dedos dentro do meu corpo. Eu pedi para ele parar, mas ele era forte. Lutei contra ele o máximo que eu pude (...). Ele me segurou e me estuprou”, escreveu.
"Foi um pesadelo e os dias seguintes não foram melhores. O produtor disse que a culpa foi minha, que eu participei por vontade própria. Ele me dizia que eu não podia falar nada, porque Ed iria atrás de mim, me destruiria e eu poderia esquecer minha carreira de atriz", contou Kristina. "Eu sinto nojo de ver homens como Ed respeitados publicamente. Entrevistado por lugares renomados como a Oxford Union Society na Universidade de Oxford, quando ele foi nomeado como uma 'pessoa modelo para o mundo'. Como isso termina? Ed usando a fama e o poder para estuprar e intimidar, mas continuam por aí, conquistando elogios".
Kristina comentou que "foi um período obscuro na minha vida". "Minha mãe estava morrendo por causa de um câncer e eu não tinha tempo e condições de processar o que aconteceu comigo. Eu enterrei a minha dor e culpa para receber a devastação que veio com a morte da minha mãe, três meses depois", disse. A atriz finaliza o texto afirmando que quer encorajar outras mulheres e homens que passaram por situações parecidas a denunciar seus abusadores. Ela também comenta que resolveu contar sua história inspirada pelos relatos de pessoas vitimadas por importantes nomes de Hollywood como Harvey Weinstein e Kevin Spacey.