Arte & Agenda

Édipo e sua tragédia na versão do Grupo Magiluth

Tragédia de Sofócles ganha roupagem contemporânea pelo grupo pernambucano com 21 anos de estrada hoje e amanhã no Porto Alegre em Cena

Espetáculo ‘Édipo REC’, dos pernambucanos do Magiluth, é atração do POA em Cena nesta segunda e terça, 21h
Espetáculo ‘Édipo REC’, dos pernambucanos do Magiluth, é atração do POA em Cena nesta segunda e terça, 21h Foto : Camila Macedo / Divulgação / CP

As versões da tragédia “Édipo Rei”, escrita por Sófocles por volta de 427 a.C. são diversas. Em 2024, foram pelo menos três versões com linguagens distintas como “Hello, Édipo”, da Cia. Veneno de Teatro (SP), “Ópera Rap Édipo” (PR) em adaptação de Marcelo Bourscheid e “Édipo REC”, com os pernambucanos do Grupo Magiluth, dirigidos por Luiz Fernando Marques, o Lubi.

Esta versão contemporânea, sintonizada com o mundo da música, das redes, das gravações e da superexposição, “Édipo REC”, será apresentada hoje e amanhã, às 21h, no Teatro Renascença (Erico Verissimo, 307), pelo Magiluth no 32º Porto Alegre Em Cena. Criado para celebrar duas décadas de pesquisa do grupo, o espetáculo propõe reflexão sobre o mundo de hoje, a partir do texto de Sófócles, na 16ª peça da companhia. No elenco, estão Bruno Parmera, Erivaldo Oliveira, Giordano Castro, Lucas Torres, Mário Sergio Cabral e Pedro Wagner, além da presença especial da atriz Nash Laila, parceira do grupo em trabalhos audiovisuais, como o filme “Tatuagem”.

O ator Giordano Castro, que vive o Édipo na peça, revela que a versão do Magiluth é para ser uma festa para o grupo e para o público. “O nosso ‘Édipo REC’ tem a relação que fazemos com o trabalho da gente, com a contemporaneidade, com o acesso de imagem, de informação, por causa de redes sociais. É muito vídeo, é muita câmera, tudo que a gente faz tá sendo filmado. E aí a busca e o desvendar essa tragédia do Édipo que passa por esse lugar, de discutir o excesso de informação, o que leva o Édipo à sua própria tragédia. Ele quer saber demais sobre si mesmo, quando não buscar tanta informação fosse a melhor solução”, declara.

A provocação do grupo é chamar as pessoas pra viver esse momento de pré-tragédia com uma festa, na qual o DJ é o próprio Édipo, o Corifeu é a câmera e o Coro é o público. Os personagens da tragédia estão todos lá. Édipo, Jocasta, Creonte, Tirésias, Corifeu, Coro e Mensageiro, mas não estão sós, convivem com outros corpos, de outros tempos. Ingressos pelo Tri.RS.

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