A nova editora de Rubem Fonseca investe em retomar clássicos do premiado e aclamado escritor mineiro de 84 anos. Em maio de 2009, o literato deixava a relação de 20 anos com a Editora Companhia das Letras para assinar contrato com a Agir, braço da Ediouro.
Em novembro daquele ano, lançou seu décimo primeiro romance, "O Seminarista", também em versão digital. De lá pra cá, a Agir já publicou "Os Prisioneiros" (contos, 1963), "A Coleira do Cão" (contos, 1965), "Lúcia McCartney" (contos, 1967), e "Agosto" (romance, 1990), além do já citado "O Seminarista".
As oito histórias de "A Coleira do Cão", segundo livro de Fonseca, dialogam com a obra de estreia, ressaltando em seus contos a condição do homem como prisioneiro de si mesmo. Com ele, o autor consagrou-se. O escritor e crítico literário Wilson Martins bateu o martelo: "A literatura brasileira ganhou um dos seus escritores mais importantes", afirmou, na época, Martins, morto em janeiro último, aos 88 anos.
Na obra referenciada por ele, estão textos como "A Força Humana", "O Gravador", "Relatório de Carlos" e o conto que dá nome ao livro. Foi premiada com o Pen Club do Brasil e Jabuti, da Câmara do Livro de São Paulo, na categoria conto.
Outro livro de Fonseca que consta nas edições da Agir é o romance "Agosto", um dos mais traduzidos do autor, com edições em Paris, México, Munique, Santa Fé de Bogotá, Milão, Holanda e Espanha, entre outros locais. Trata-se de um romance policial ambientado em agosto de 1954, no qual os protagonistas são o histórico Getúlio Vargas e o fictício delegado Alberto Mattos.
Este investiga o assassinato de um empresário no edifício Deauville paralelamente aos bastidores do atentado ao jornalista Carlos Lacerda, tramado por Gregório Fortunato. Com a narrativa veloz, detalhada e ao mesmo tempo densa, Fonseca apresenta um drama histórico, pessoal e que, novamente, fala da existência humana.
Editora relança obras de Rubem Fonseca
Autor deixou a Companhia das Letras depois de 20 anos para assinar contrato com a Agir