A morte do intelectual francês Edgar Morin, aos 104 anos, nesta sexta-feira, 29, é considerada como uma grande perda para a história, filosofia, ciência e sociologia. Conhecido por desenvolver a Teoria do Pensamento Complexo, em que se estabelece uma visão sistêmica e não separatista para as áreas das áreas do conhecimento, o sociólogo publicou mais de 30 livros ao longo da carreira. O último sendo publicado em 2024, aos 102 anos, intitulado “L'année a Perdu Son Printemps” (“O Ano Perdeu sua Primavera”, em tradução livre).
No Brasil, as principais editoras que publicaram as obras do intectual lamentaram a sua morte. O Grupo Editorial Record lamentou a morte de “um dos mais importantes pensadores do nosso tempo e uma figura fundamental da antropologia, da sociologia e da filosofia.”
"Em livros como A cabeça bem-feita, Ciência com consciência, A via e Lições de um século de vida, todos publicados pelo Grupo Editorial Record, defendeu a necessidade de conectar saberes, cultivar o pensamento crítico e reconhecer a incerteza como parte fundamental da experiência humana”, escreveu em publicação no Instagram.
A editora gaúcha L&PM escreveu nas redes sociais que, ao publicar os livros de Morin, acreditam que “fizeram história juntos e que isto “orgulha imensamente”. Também reforçou a relevância do escritor: “Inspirou tantas pessoas, trabalhos, projetos. Pulsou vida por mais de um século de vida!”.
A Editora Sulinas também utilizou o perfil no Instagram para exaltar a circulação da obra do pensador no Brasil.
"Para a Editora Sulina, é uma honra fazer parte da circulação de sua obra no Brasil, com títulos fundamentais como, O Ano Zero da Alemanha, O Método ( 6 livros), Introdução ao Pensamento Complexo, Terra-Pátria, Meus Filósofos, Ensinar a Viver e Só um Instante.
Morin parte, mas deixa aquilo que os grandes autores deixam: pensamento vivo.”