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"Ela era tão pequena e tão frágil", diz Marianne Faithfull sobre Amy

Cantora musa dos Rolling Stones se apresenta sexta-feira e sábado em Porto Alegre

Marianne Faithfull se apresenta nesta sexta-feira e sábado
Marianne Faithfull se apresenta nesta sexta-feira e sábado Foto : Vinícius Roratto
A musa absoluta dos anos 60, que inspirou canções como "Wild Horses" e "You Can’t Always Get What You Want", dos Rolling Stones, Marianne Faithfull se apresenta nesta sexta-feira e sábado, às 21h, no Teatro do Bourbon Country.

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, ela evitou falar sobre os Stones, mas comentou sobre os shows, sobre drogas, sobre cinema e sobre a cantora Amy Winehouse, que completaria hoje 28 anos. “Ela era tão pequena e tão frágil, mas no palco brilhava com tanta intensidade.” O show "An Intimate Evening with Marianne Faithfull & Doug Pettibone" é um dos pontos altos do 18º Porto Alegre em Cena.

Na Capital, Marianne, de 64 anos, apresenta a turnê "Horse and High Heels", baseada no seu 23º álbum, de 2011, acompanhada do guitarrista Doug Pettibone. Ainda há ingressos para as apresentações no site do Ingresso Rápido.

No repertório estão canções como a faixa-título "Horse and High Heels", "Goin' Back", "Love Song" e "Why Did We Have to Part", além das clássicas "As Tears Goes By", "Sister Morphine" e "The Ballad of Lucy Jordan". Marianne começou carreira em 1964 com o single "As Tears Go By", de Mick Jagger e Keith Richards. Em 1967, foi convidada pelos Beatles para o coro da música "All You Need Is Love", na primeira transmissão mundial de TV via satélite, junto com Mick Jagger, Keith Moon, Eric Clapton e Graham Nash. Após se separar de Mick Jagger, parou de gravar um tempo e tornou-se viciada em drogas.

Um dos álbuns de maior sucesso foi "Dreamin´ my Dreams" (1977). "Broken English" (1979) e "Strange Weather" foram sucesso de crítica e não de vendas. No cinema, ela trabalhou em filmes como "Intimidade" (2001) e "Irina Palm" (2007). Na literatura, lançou obras como "A Vênus das Peles" e prepara uma seleção de sonetos de Shakespeare, a ser lançada em caixa com livro e CD.

Correio do Povo - Conte-nos um pouco sobre o show que será apresentado em Porto Alegre.

Marianne Faithfull - A apresentação mistura músicas recentes do disco "Horse and High Heels" com algumas mais antigas. Teremos em torno de 14 músicas no set list. Além disso, vocês vão ver a parceria com um músico fabuloso, o guitarrista Doug Pettibone.

CP - E o novo disco "Horses and High Heels", lançado este ano?
Marianne - Gravar em Nova Orleans com músicos como Lou Reed e Wayne Kramer foi algo bom. Demos duro para fazer este álbum e méritos ao George Porter Jr (baixista do The Meters), que reuniu músicos de grande qualidade. Além disto, teve o bom clima e a comida fantástica de Nova Orleans que tornou tudo prazeroso.

CP - Você se arrepende de alguns excessos do passado?
Marianne - Eu me arrependo um pouco desta fase das drogas, foi um desperdício de tempo, mas por outro lado não sei se a minha carreira se consolidaria sem estes excessos.

CP - Você ainda sente nervosismo antes de um show?
Marianne - Ainda fico nervosa antes de subir ao palco. O medo é um sentimento maravilhoso nesta hora.

CP - E os projetos na literatura e no cinema?
Marianne - Eu preciso de um novo script, mas no cinema tudo é dinheiro. Em literatura, adoro muito William Blake e William Shakespeare. Blake eu usei em música do novo disco. Sobre Shakespeare, estou selecionando cerca de 100 sonetos para uma coletânea que sairá em uma caixa com livro e CD.

CP - É impossível estar diante de Marianne Faithfull e não perguntar a sua opinião sobre Amy Winehouse, que também teve problemas com drogas e morreu jovem?
Marianne - Ela era tão pequena e tão frágil, mas no palco brilhava com tanta intensidade. Foi muito triste a morte dela.

CP - E sobre o passado, sobre os Stones?
Marianne - Tomei esta decisão de não falar mais sobre o assunto. Em toda a entrevista, vinha a pergunta. Agora as entrevistas têm sido mais tranquilas.

CP - Conheces algo de música brasileira?
Marianne - Gosto muito do fado, mas é português me disseram. Quero aprender algo sobre samba. Os jazzistas brasileiros são muito bons, principalmente os bateristas.

CP - O que tens ouvido?
Marianne - Muito jazz e música clássica.

CP - E a atual British Music?
Marianne - Não gosto muito das coisas do momento. Admiro muito o Rufus Wainwright e o Nick Cave, mas não suporto Arctic Monkeys. Nos anos 60, tinha muita porcaria também, mas tinha mais grandes músicos do que agora.

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