Os últimos dias foram decisivos para Festa Literária de Paraty. Com o pedido de demissão da curadora Fernanda Diamant, agora Elizabeth Bishop dexia de ser a escritora homenageada.
A jornalista Fernanda Diamant pediu para deixar a curadoria do festival, na semana passada, alegando que a Flip precisava “uma curadora negra para reinventá-la nesse mundo pós-pandemia”.
A curadora havia escolhido o nome da norte-americana Elizabeth Bishop para ser a homenageada da edição 2020. No entanto, a indicação foi amplamente criticada por ser a primeira vez que um nome estrangeiro seria celebrado pelo evento literário. Também gerou polêmica por Bishop ter sido simpática ao golpe militar de 1964 no Brasil e feito comentários ácidos sobre a arte brasileira.
Bishop viveu 20 anos no Brasil, de 1951 a 1971, com temporadas no Rio de Janeiro, em Petrópolis, na serra fluminense, e, inclusive, em Ouro Preto. Nascida em 1911 e falecida em 1979, ela teve quase toda a vida dedicada à poesia, mas publicou só cerca de cem poemas.
Ao ser anunciado o nome de Bishop, Fernanda Diamant disse na época que: "Elizabeth Bishop é antes de tudo uma das mais importantes poetas do século 20. Dito isso, ela viveu mais de quinze anos no Brasil e produziu parte de sua obra aqui, claramente influenciada pela experiência estrangeira e brasileira. Basta ler suas cartas para termos clareza disso”.
A Flip, programada para ocorrer de 29 de julho e 2 de agosto, foi adiada para novembro por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas até o momento, não há uma data confirmada para esta edição e nem se ganhará formato virtual.