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Em entrevista, Carlos Villalba fala de seu novo trabalho

Produtor e músico argentino se apresenta de terça a quinta, às 19h, no Instituto Goethe

Produtor e músico argentino se apresenta de terça a quinta, às 19h, no Instituto Goethe
Produtor e músico argentino se apresenta de terça a quinta, às 19h, no Instituto Goethe Foto : Porto Alegre em Cena / Divulgação / CP
Amigo emérito de Porto Alegre, um generoso produtor e um músico da mais alta qualidade. Não por acaso Carlos Villalba recebeu em 2010 o Prêmio Guilhermino César pelo trabalho de produção e integração entre Porto Alegre e Buenos Aires. Ele se apresenta de terça a quinta-feira, às 19h, no Instituto Goethe (24 de Outubro, 112), pelo 21º Porto Alegre em Cena. No repertório, estão sete canções do disco “Roma”, de 2013, como "Roma", “Marruecos”, “Charcos de Barracas” e “Lengua Bendita”, além de duas de “Nomeolvides”, de 2010, como “Si Te Vas” e “La Ruta del Amor”, entre outras.

Com Villalba, estará Alan Plachta (violão) e do septeto Ensamble Chancho a Cuerda: Manuel Rodríguez Riva (clarinete, claron, flautas), Lautaro Matute (violão, guitarra, voz), Nicolás Rallis (violão, ronroco, voz), Julián Galay (baixo elétrico), Joaquín Chibán (violino), Nahuel Carfi (piano, voz) e Agustín Lumerman (percussão). O show terá participação de Arthur de Faria, considerado por Villalba como o chefe do intercâmbio entre os músicos brasileiros e os músicos argentinos.

Como Roma é um anagrama de amor, o disco apresenta pérolas como na faixa-título: "Te voy a besar en Roma, te voy a besar en Roma / te voy a besar vestida / bajo la lluvia. / Me voy a quedar despierto, / como los peces blancos, como las malas flores / de Baudelaire". “Roma tem sonoridade mais baseada em guitarras e ventos. São canções mais bem acabadas do que as de Nomeolvides, com arranjos e direção musical de Alan Plachta, que seguem sendo distintas formas de uma mesma canção de amor”, explica Villalba.

Nesta entrevista ao Correio do Povo, o músico e produtor fala do show, do disco, da Ensamble Chancho a Cuerda, do Porto Alegre em Cena e dos próximos projetos.

CP - Qual é a diferença principal entre o atual disco, Roma, e o anterior, Nomeolvides?
Carlos Villallba - Em primeiro lugar, há um distinto tratamento musical. "Nomeolvides é um disco orquestral, baseado em piano e cordas. "Roma" é um disco que baseia sua sonoridade nas guitarras e nos sopros. Também são canções mais acabadas, mais precisas que Alan Plachta, violonista e responsável pelos arranjos e direção musical, deu um melhor acabamento. Mas elas seguem sempre sendo distintas formas de uma mesma canção de amor.

CP - Que canções podemos esperar no repertório do concerto em Porto Alegre?
Villalba - Vamos apresentar sete das canções de Roma ("Agua de Mar - Blanco", "Roma", “Marruecos”, “Charcos de Barracas”, “Lengua Bendita", "Silencio" e "Una Mañana") e duas de Nomeolvides: "Si Te Vas" e "La Ruta Del Amor".

CP - Conta-nos um pouco sobre o septeto Ensemble Chancho a Cuerda.
Villalba -
Tenho uma grande admiração pelo Ensamble Chancho a Cuerda. São sem dúvida o presente e o futuro da música popular contemporânea argentina. Brilham tanto em suas composições ou versões instrumentais como em canções com uma lírica inspirada. Eles têm três cantantes fantásticos e são pessoas maravilhosas, preocupados com a arte em suas distintas disciplinas. Estou feliz de dividir este concerto com eles e com Alan Plachta, porque os admiro e porque são muito melhores do que eu. São meus heróis.

CP - Está prevista a participação especial de algum músico gaúcho?
Villalba -
É impossível fazer um concerto em Porto Alegre e que não participe Arthur de Faria. Ele é o grande chefe do intercâmbio cultural musical da região.

CP - Sempre é necessário falar de sua relação com a capital gaúcha, com o Porto Alegre em Cena e com Luciano Alabarse. Por favor, nos fale desta sua relação com a cidade.
Villalba -
É o meu 21º festival. É um acontecimento cultural valorizado em todo o mundo. O mundo das artes cênicas sabe do PoA em Cena e de Luciano Alabarse e é sempre um desejo poder fazer parte de sua programação. A esta altura, centenas de peças rioplatenses já se apresentaram ao público gaúcho. Este ano há novamente uma magnífica seleção de obras de teatro argentinas, de distintas regiões do nosso país, com apoio do Instituto Argentino de Teatro e a incrível presença de Liliana Herrero, graças ao Ministério da Cultura Argentino, no meu entender uma das maiores cantoras de todo o mundo. Seu último disco, Maldigo, é uma das grandes obras musicais dos últimos anos.

CP - Fora da música, o que estás fazendo em produção na Argentina e pelo mundo?
Villalba - Felizmente o projeto "Musicas Del Sur", o encontro de músicos argentinos, uruguaios e brasileiros, foi selecionado pelo edital Rumos Itaú Cultural, entre 15 mil projetos. Pela primeira vez é realizado no Brasil. Tivemos show no dia 6 de setembro e teremos no próximo dia 19, em São Paulo. Meu único mérito foi juntar artistas geniais e maravilhosas pessoas como Benjamin Taubkin, Vitor Ramil, Carlos Moscardini, Ensamble Chancho a Cuerda, Ná Ozzetti, Marcelo Pretto, Diego Schissi, Liliana Herrero, Toninho Ferragutti, Dolores Sola, Arthur de Faria. Para mim, é um orgulho ter estes artistas geniais como amigos. São concertos em que eles dividem distintas parcerias. Meu desejo é poder correr o mundo, mostrando esta maravilhosa entre os artista e uma músicas de profunda beleza. Tentarei levá-lo a Roma, Madri e Paris no próximo ano. Em outubro, apresentaremos em roma, no Auditorium Parco Della Musica uma nova edição do festival Buenos Aires Tango Faz dez anos que são realizados com espetáculos coreográficos, concertos, milongas, aulas de baile e desejamos continuar com a realização do Festival de Tango de Canoas para 2015.

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