Arte & Agenda

Em Porto Alegre, Tarja mostra ser a diva do metal

Cantora finlandesa se apresentou no Opinião

Em Porto Alegre, Tarja mostrou ser a diva do metal
Em Porto Alegre, Tarja mostrou ser a diva do metal Foto : Juliano Antunes / Especial CP
A finlandesa Tarja Turunen (pronuncia-se Taria) é definitivamente a primeira-dama da cena metal mundial, e mais especificamente do metal melódico. Isso ficou comprovado no show dessa quarta-feira no Opinião, em Porto Alegre.

Ex-vocalista da Nightwish, de onde foi despedida em meados da década passada, ela conduziu um show com uma banda bem azeitada, dando mais ênfase aos dois discos solos – My Winter Storm e What Lies Beneath – do que rebuscando sucessos do antigo grupo. No final, ainda mostrou uma música do futuro CD.

No outro show de Tarja no mesmo local de Porto Alegre em 2008, o setlist incluiu várias músicas do Nightwish. Desta vez, a vocalista, também cantora lírica – e sua voz é fantástica –  brindou os fãs do antigo grupo com Bless the Child e também Over The Hills And Far Away. O público pediu, mas ficou sem Wishmaster e faltou também Passion and the Opera – minha preferida – e onde Tarja mostra aonde sua voz pode chegar. O momento acústico teve as belas Higher Than Hope e Minor Heaven.

A vocalista mostrou, além da belíssima voz, ter domínio completo sob o público, que seguia as suas orientações sem pestanejar, batendo palmas, repetindo os refrões. Mas acompanhar Tarja é impossível, devido ao seu alcance vocal. E ela se comunicou intensamente com os roqueiros presentes, sendo em português ou quando em inglês, falando o mais claro possível para que quem não domina completamente a língua pudesse entender o que ela queria dizer. Como retribuição, foi brindada com vários bonecos de pelúcia e até mesmo uma pequena boneca que é sua cópia exata, trajando o vestido vermelho que ela usou no show de 2008.


Cantora finlandesa se apresentou no Opinião / Foto: Juliano Antunes / Especial CP

E destaque-se a presença maciça de mulheres de todas as idades, sim, na plateia havia senhoras de seus 70 anos, vibrando como garotinhas fossem. E isso é legal, pois mostra que o rock nunca vai morrer, apesar do desejo de muitos.

Pena que no show estiveram presentes aquelas irritantes pessoas que não curtem a apresentação, mas ficam segurando as máquinas e tirando foto de tudo e de todos e atrapalhando a visão de quem está ali para curtir. E o baterista Mike Terrana não deixou de fazer seu irritante momento solo, motivo pelo qual foi demitido da Rage. Mas isso, enfim, não atrapalhou o resultado final. Show excepcional e ela prometeu voltar, ainda mais que mora em Buenos Aires.

Bookmark and Share

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta deste sábado, dia 17 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio