Com o título “Chula”, a bailarina Emily Borghetti apresenta seu primeiro trabalho solo, onde a dança da chula é o ponto de partida coreográfico, sendo um disparador criativo e de reflexão sobre a dança gaúcha e o papel das mulheres nesse universo.
“Aqui, a dança vira música e cria junto aos instrumentos as melodias e ritmos que passeiam por milongas, chacareras, bugios e rancheiras. O jogo de improvisação e as brincadeiras são o fio condutor para uma experiência onde o imaginário é inesgotável! O espetáculo é solo, mas eu não ando só! Terei o acompanhamento luxuoso do violonista de 7 cordas Neuro Junior e da pianista Dionara Fuentes. A direção cênica é da grande Silvia Canarim", diz Emily Borghetti.
“Chula”, contemplado pelo edital 2024 de Incentivo à Montagem de Novos Espetáculos do Centro Histórico Cultural Santa Casa, tem na direção cênica a bailarina Silvia Canarim e na direção musical Guilherme Ceron. “Estamos conseguindo colocar toda a bagagem artística, de vida, mostrando a tua etapa artística atual”, revela Silvia Canarim sobre a protagonista.
“Neste espetáculo, a antropofagia do folclore está presente na representação da lenda da M’Boitatá, recolhida por Simões Lopes Neto no livro ‘Contos e Lendas do Sul’, que aponta um caminho de transformações constantes e necessárias. Essa construção cênica também é resultado das minhas vivências como mulher, mãe e artista”, explica Emily Borghetti.
O espetáculo “Chula por Emily Borghetti” será apresentado de hoje a sábado (dias 25, 26 e 27 de julho), às 20h, no Teatro do CHC Santa Casa (av. Independência, 75), Porto Alegre. Ingressos estão à venda pelo site Sympla e no local. Livre para todos os públicos.
BAILARINA DESDE SEMPRE
Emily Borghetti é bailarina “desde sempre”, professora e diretora de dança. Iniciou seus estudos em dança em 1994. Sua veia artística vem de berço, convivendo com uma família de artistas, como a mãe, Cadica, que trabalha com dança, e o pai, o músico Renato Borghetti.
Emily conduz com Cadica (mãe e mestra) uma companhia que há 30 anos pesquisa a fusão do flamenco com a cultura gaúcha e latino-americana, criando espetáculos e viajando o mundo. Integra coletivos de música e dança (Líricas Sulinas, Isso não é um grupo, Cia. de Arte La Negra e Laboratório Flutuante) onde explora diferentes facetas da dança e da música.
Emily também é coreógrafa em Centros de Tradições Gaúchas. Já foi jurada do Prêmio Açorianos de Dança nos anos 2013, 2015 e 2017. Agora chegou o momento de estrear seu primeiro espetáculo solo.