O YouTube, que pertence ao gigante Google, deixou a organização do evento nas mãos do cineasta Spike Jonze, diretor de filmes como “Quem quer ser John Malkovich?”. A apresentação ficou a cargo do ator Jason Schwartzman e do comediante Reggie Watts. Jonze disse que desejava permanecer fiel às origens experimentais do site.
A premiação teve seis categorias: vídeo do ano, artista do ano, melhor resposta de um fã, fenômeno YouTube, artista revelação e inovação do ano. Os indicados foram selecionados de acordo com os vídeos mais assistidos, mais compartilhados e que receberam mais avaliações positivas no último ano, segundo o YouTube.
O prêmio de artista revelação parece ter atendido o desejo de Jonze: a dupla Macklemore & Ryan Lewis venceu com um vídeo gravado com 5.000 dólares e disponibilizado no YouTube, com grande sucesso. Apesar da presença de Miley Cyrus, PSY, Lady Gaga e Justin Bieber na categoria melhor vídeo, o prêmio foi para o grupo sul-coreano Girls' Generation com a canção “About a Boy”. Os vídeos indicados receberam mais de 1,9 bilhão de acessos antes da cerimônia de domingo, segundo o YouTube.
Eminem recebeu o prêmio de melhor artista e interpretou “Rap God” no evento de Nova York, de maneira mais discreta que o habitual. O momento mais controverso da festa foi um curta-metragem da atriz Lena Dunham, criadora da série da HBO “Girls”, no qual um homem apaixonado, aparentemente com depressão, decide cometer suicídio com uma jovem que acaba de conhecer. A decisão foi do público e a atriz elogiou a escolha, pouco depois do sangue das vítimas do suicídio simulado ter atingido os espectadores.
A violinista Lindsay Stirling, que teve a carreira impulsionada pelo YouTube, venceu na categoria melhor resposta para vídeos que foram remixados ou parodiados por “Radioactive”. O prêmio de fenômeno do ano ficou com “I knew you were in trouble” de Taylor Swift e o de inovação com “Destorm Power”, o 169º usuário com mais assinaturas no YouTube e cujos vídeos no site foram assistidos mais de 200 milhões de vezes.
O YouTube virou referência para a música, deixando para trás, por exemplo, a MTV, canal que acompanhou desde o início a criação dos videoclipes e que hoje tem sua popularidade abalada. Em agosto do ano passado, a agência Nielsen divulgou uma pesquisa na qual 64% dos adolescentes americanos escutavam música pelo YouTube. O rádio aparecia com 56%. E, paradoxalmente, as gravadoras também se beneficiam do sucesso de seus artistas no YouTube, apesar do site ter acesso gratuito.