O ator Arturo Steffen está em “Paulo, o Apóstolo”, que estreou na Univer Vídeo e está sendo exibida na Record desde de julho. Na trama, o ator de 32 anos interpreta Brutus, o chefe do Exército romano em Jerusalém. Em breve, ele poderá ser visto nos cinemas no filme “(Des)controle”, estrelado por Carolina Dieckmann e com roteiro de Rosane Svartman.
Nascido em Joinville (SC) e criado em Barreiras (BA), começou a carreira de modelo aos 21 anos. Desde então, já fez campanhas e desfiles para diversas marcas, como Foxton e Osklen. Como ator, seu primeiro trabalho foi no “Auto da Paixão de Cristo”, em 2018, onde se apresentou para um público de mais de mil pessoas.
Depois disso, contabiliza em seu currículo participações em novelas e seriados. Ele ainda integrou o elenco da série em “A Rainha da Pérsia”, da Record, em 2024, como Efialtes. Agora, comemora a oportunidade no projeto como o imponente e astuto militar, ligado aos poderosos de Jerusalém. Ele passou, com os demais atores, cerca de 15 dias nas cidades gaúchas para gravar sequências que prometem emocionar e surpreender o público.
Steffen ainda revisitou a trajetória de Paulo de Tarso, uma das figuras centrais para a difusão do Evangelho, especialmente para a produção. “Conhecia o básico, mas mergulhar na história me fez entender a profundidade da trajetória dele. É inspirador ver como alguém pode mudar tanto e impactar o mundo até hoje”, disse.
Estás no elenco da novela "Paulo, o Apóstolo", da Record, interpretando o guerreiro Brutus. O que podes contar desse personagem? E como foi a preparação para um trabalho que requer muito esforço físico?
O Brutus é um tribuno romano, um comandante firme, que representa a força do Império e entra em rota de colisão com os seguidores de Paulo. Ele é rígido, estrategista e, ao mesmo tempo, humano. A preparação exigiu muito foco físico e emocional. Treinei bastante para manter o corpo preparado, mas o maior desafio foi compreender suas motivações e sua visão de mundo.
Mesmo já tendo atuado em novelas e séries da TV aberta e do streaming, é possível afirmar que Brutus é teu personagem mais importante desde que estreaste na dramaturgia?
Sem dúvidas, é o meu personagem mais importante até aqui. É a primeira vez que estou em uma novela do início ao fim, com uma construção de arco real, com peso na trama. Foi uma grande virada na minha trajetória como ator.
"Paulo, o Apóstolo" é mais um projeto bíblico da Record. Como é tua relação com a fé?
Tenho uma relação muito viva com a fé. Não necessariamente presa a uma religião, mas a uma conexão espiritual com algo maior. A arte também é um caminho de fé para mim. Acredito que quando atuamos com verdade, tocamos o invisível.
Aliás, estreaste como ator em 2018 em Paixão de Cristo. Como foi atuar para uma plateia de mais de mil pessoas? Planeja fazer mais peças teatrais?
Aquela estreia em 2018 foi inesquecível. Fazer a Paixão de Cristo para mais de mil pessoas, ao ar livre, com a emoção vibrando no coletivo, me marcou profundamente. Teatro tem uma força única. Quero sim voltar aos palcos. O calor da plateia é viciante.
Antes de ser ator, trabalhavas como modelo. O que aprendeste modelando que leva para a atuação? E vice-versa?
O tempo na moda me ensinou a ter presença, consciência corporal e foco em entregar resultado com naturalidade. Já a atuação me deu profundidade, escuta e capacidade de criar verdade em qualquer situação. Uma linguagem potencializa a outra.
"Paulo, o Apóstolo" teve sua estreia na TV aberta em 7 de julho, mas podia ser vista na Univer Vídeo algumas semanas antes. Costumas te assistir? És muito crítico com o teu trabalho?
Me assisto, sim. Até pra evoluir. Claro que sou crítico, mas aprendi a ser construtivo. Tem cena que vejo e penso “aqui eu podia ter ido mais fundo”, mas também celebro o que conquistei. O crescimento vem disso.
Tens um filme para estrear este ano em que atuas com Carolina Dieckmann. O que podes adiantar desse projeto, que marca tua estreia no cinema nacional?
Esse projeto foi muito especial. Faço o personagem Fábio no filme “Des(controle)”, dirigido pela Rosane Svartman. Contracenar com Carolina Dieckmann foi uma honra. O filme fala de emoções à flor da pele, relações intensas e da busca por equilíbrio. Foi minha estreia no cinema nacional e um aprendizado enorme.
Nasceste em Santa Catarina, foste criado na Bahia e hoje moras no Rio de Janeiro. O que adquiriste para a vida de cada lugar?
Santa Catarina me deu estrutura, Bahia me ensinou a viver com alma e o Rio de Janeiro me deu coragem para sonhar alto. Cada lugar moldou um pedaço de mim, tanto no pessoal quanto no profissional.
És pai de duas meninas. Como é o Arturo Steffen pai?
Ser pai é meu papel mais bonito. Tenho duas filhas e tento ser presente, afetuoso e exemplo. Elas me humanizam, me puxam para o chão e me lembram do que realmente importa.
Quais teus sonhos na vida? E na arte?
Meu maior sonho é continuar vivendo da arte, tocando pessoas com as histórias que conto. Quero estar em bons filmes, peças, séries, mas mais do que isso, quero ser instrumento de algo maior. Na vida? Sonho em manter a essência, crescer com os pés no chão e coração quente.