Arte & Agenda

Epica transmite energia e empatia com o público em Porto Alegre

Banda apresentou a "The Holographic Principle Tour" no bar Opinião

Grupo se mostrou azeitado, com todos tendo os seus momentos para brilhar
Grupo se mostrou azeitado, com todos tendo os seus momentos para brilhar Foto : Chico Izidro / Especial / CP
Confesso que o primeiro show que assisti do Epica, acho que em 2012, não me emocionou muito. Mas o espetáculo desta terça-feira no Bar Opinião, em Porto Alegre, na turnê "The Holographic Principle Tour", que mostra o mais recente álbum, lançado em 2016, me apresentou uma banda com muito mais vontade e tesão do que aquela outra vida deles. O grupo holandês transmitiu muita energia e empatia com o público em um show de 1h45min, que se iniciou exatamente às 21h02min.

Para começar, o Epica tem a linda vocalista meio-soprano Simone Simons, os guitarristas Mark Jansen e Isaac Delahaye, que fazem os vocais guturais, o baixista Rob Van der Loo, o tecladista Coen Janssen e o batera Ariën van Weesenbeek. E o grupo se mostrou azeitado, com todos tendo os seus momentos para brilhar.

Quando o show começou, a plateia quase foi a loucura, com berros e elogios para Simone. A entrada foi com “Edge of the Blade”, seguida de "Sensorium", "Fight Your Demons", "Unleashed", "Chasing the Dragon", marcado pela voz suave da vocalista e o público em silêncio. Depois veio "Storm the Sorrow", "The Holographic Principle - A Profound Understanding of Reality", "Victims of Contingency".

Até que os fãs vieram abaixo com a excepcional "Cry for the Moon", um clássico do “The Phantom Agony”, e "Unchain Utopia", até chegar a "Once Upon a Nightmare", onde a banda pede a participação mais ativa dos espectadores com seus celulares, ligados, se transformando num mar de luzes. Foi a deixa para o final da primeira parte.

A banda se retirou para se preparar para o bis, enquanto os fãs gritavam e pediam o retorno do Epica ao palco. E claro que a banda voltou para mais três músicas. Mas sem antes o guitarrista Mark Jansen bater um papo, e confessar saber apenas uma palavra em português, "obrigado". Depois faz uma ressalva e diz conhecer outra, a nossa "tchê", coordenando um coral de "tchês" da plateia. Depois, ele revela que o baterista Ariën van Weesenbeek sabe mais de nossa língua por ter uma namorada brasileira há 9 anos!!!

E o show se encerra com "Sancta Terra", "Beyond the Matrix" e a épica "Consign to Oblivion", que finaliza quase todas as apresentações da banda desde 2005. Enfim, a banda demonstrou muita animação durante o espetáculo, destacando além de Simone Simmons, o carismático o guitarrista Mark Jansen, que parecia o mais feliz por estar ali no palco, lançando olhares de cumplicidade para os fãs e jogando palhetas para a audiência, que as disputavam quase aos tapas. O tecladista Coen Janssen, único careca da banda, também é outra figuraça, tocando um teclado em forma de "U" e até mesmo descendo em determinado momento para a pista, ficando no meio da audiência.

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