Os temas, sexo e rock, são a tônica dos dois recentes álbuns do Tremendão, que acaba de completar 70 anos e comemora seus 50 anos de carreira. "Não são números que me assustam, mas é a realidade, estão ali", diz o roqueiro. No show, Erasmo promete mostrar sucessos, como "Sentado à Beira do Caminho", "Fama de Mau" e "Mulher", mas dará também ênfase nas canções dos dois discos novos que ele confirma serem, de certa forma, complementares. "Sexo e rock são coisas boas da vida e que podem caminhar juntos. E se tem amor, então melhor ainda", comenta. Na época do lançamento, alguns críticos se referiram ao trabalho como cheio de "duplos sentidos". Erasmo rebate: "É minha linguagem, é assim que componho. Meu estilo é esse. Claro que escolho palavras normais. Sou como um jornalista musical ou um contista musical. Minhas canções são como contos", se defende.
No novo disco, Erasmo amplia suas parcerias. Liminha toca guitarra em várias canções e ainda assina, com Erasmo, "O Rosto do Rei". Marcos Suzano, João Barone, Torcuato Mariano e Frejat também participam como instrumentistas e, com Arnaldo Antunes, chegam as duas primeiras canções do disco, "Kamasutra" e "Roupa Suja". "Não sou do tipo que liga pra um desconhecido e propõe uma parceria. Todas foram acontecendo normalmente. Com o Arnaldo já tínhamos tocado juntos em alguns projetos, daí pintou a parceria em composição. Já a Adriana Calcanhotto foi porque eu precisava de uma visão feminina em ''Seu Homem Mulher''. Para fechar o disco e selar a importância do tema, Erasmo ataca de ''Sexo É Vida'', mais direto impossível".