Arte & Agenda

Eric Clapton enfeitiça 20 mil fãs em Porto Alegre

Guitarrista começou show pontualmente às 22h, com Going Down Slow

Guitarrista começou show na Fiergs pontualmente às 22h
Guitarrista começou show na Fiergs pontualmente às 22h Foto : Fabiano do Amaral
O show de Eric Clapton está sendo tomado pelo blues e pela capacidade enfeitiçar a plateia de 20 mil fãs que o guitarrista inglês de 66 anos está mostrando com a sua Fender azul turquesa. O começo foi com Going Down Slow, seguida do cover de Charlie Segar, Key the Highway, não sem antes agradecer ao público com um "Obrigado", em português.

Depois tocou o petardo blues Hoochie Coochie Man, de Muddy Waters, seguindo com Old Love, onde fez um longuíssimo solo, seguido por outro igualmente longo do tecladista Chris Stainton, e Tearing Us Apart. Então, passou para as acústicas Driftin', Nobody Knows You e Lay Down Sally.

Ainda sentado, a parte acústica do show seguiu com When Somebody Thinks e a clássica dos tempos de Derek and the Dominos, Layla. Depois, Clapton levantou e empunhou novamente a sua Fender Strato Daphne Blue para tocar a clássica do Cream, Badge, com um sem número de modulações e efeitos dos teclados de Chris Stainton.

Aos apaixonados, em uma noite maravilhosa, Clapton não se furtou com o apoio das backing vocals Sharon White e Michelle John de tocar Wonderful Tonight. Depois, seguiram Before Accuse Me e Little Queen of Spades, homenagens a Bo Diddley e Robert Johson. Em Queen of Spades o órgão de Tim Carmon brilhou.

O show terminou com duas preciosidades do repertório de Clapton. Cocaine levou os fãs ao delírio aos primeiros acordes da guitarra de Clapton. Destaque para o fraseado dos tecladistas Tim Carmon e Chris Stainton, que se alternaram no duelo com a guitarra de Clapton. Ao final da música a massa de 20 mil fãs, boa parte deles na pista, bem atrás e espremida respondeu em coro o Cocaine, após o último she don´t lie, puxado pelo guitarrista.

O bis foi com outro blues de grande vitalidade, Crossroads. A apresentação foi encerrada às 23h45min, após um “thank you” tímido de Clapton e 1h45min de música da melhor qualidade. Aliás, a comunicação com o público foi o único ponto fraco da apresentação, pois Clapton dirigiu duas ou três palavras aos fãs que esperaram horas, meses e anos para vê-lo ou revê-lo.

Mesmo assim, uma fã comentava em voz alta na saída: "não preciso ver mais nada na vida. Realmente, um show de Eric Clapton equivale a mergulhar no que há de mais essencial do blues e das raízes do rock, da música híbrida entre negros e brancos, que é a marca de gerações há seis décadas.


Segurança é baleado


Um homem que trabalhava na segurança do show do guitarrista britânico Eric Clapton, foi baleado antes do início do show. De acordo com os policiais do 20º Batalhão de Polícia Militar (20º BPM), a vítima sofreu três disparos no peito após uma discussão.

Edson Afonso da Rosa Cardoso, de 47 anos, teria abordado de forma agressiva Odinei Santos da Silva, de 35 anos, que estava sentado próximo a um estacionamento no local. Conforme testemunhas, Silva não respondeu, deu dois passos, virou e efetuou os disparos.

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