A decisão do júri representa "uma escolha radical em favor da literatura como arte da palavra", explicou seu presidente, o escritor brasileiro Silviano Santiago, destacando os "incessantes experimentos" do laureado com a língua portuguesa e sua "dedicação ao saber literário sem concessão às distrações da vida pessoal e social". O Prêmio Camões, de 100 mil euros, foi criado em 1989 por Portugal e pelo Brasil para premiar autores que contribuam para o reconhecimento da língua portuguesa.
O prêmio, concedido no ano passado ao poeta português Manuel Antonio Pina, já foi entregue em edições anteriores aos portugueses Antônio Lobo Antunes (2007) e José Saramago (1995), ao brasileiro Jorge Amado (1994) e ao angolano Pepetela (1997).