A lateral da rua Comendador Henrique Pancada, na altura da avenida Argentina, em Rio Grande, no Sul do Estado, já conta com três obras feitas em aço corten, mesmo material utilizado na construção das plataformas de petróleo do pré-sal. As peças foram criadas pelos artistas Guilherme Müller, residente no município, e Ester Grinspum e Artur Lescher, ambos paulistas, como parte do projeto “Oficina de Esculturas”, concebido pela Fundação Gilberto Salvador (FGS) com exclusividade para o Polo Naval de Rio Grande. Na manhã de sexta-feira, a fundação fez a entrega oficial das três primeiras obras do projeto ao Executivo Municipal.
O projeto tem duração prevista de dois anos e é dividido em etapas semestrais, envolvendo ao todo 12 artistas. As peças devem ser criadas a partir do aço corten. Após a finalização de cada etapa do projeto, a FGS entrega as esculturas gratuitamente à prefeitura para serem instaladas em espaços públicos.
Além de promover o contato do público com as obras, o projeto envolve palestras. Nesta primeira etapa, as atividades ocorreram na Universidade Federal do Rio Grande (Furg), na última quarta-feira. O coordenador do “Oficina de Esculturas”, Walter Miranda, diz que os artistas recebem auxílio e material para confecção das peças com total liberdade temática. O material consiste em chapas de aço corten já usadas no Estaleiro Rio Grande ou descartadas no processo industrial.
O projeto tem apoio do Ministério da Cultura. A Fundação Gilberto Salvador é uma instituição sem fins lucrativos, com a finalidade de desenvolver e realizar projetos nas áreas culturais.
Esculturas em aço ganham as ruas de Rio Grande
Material é o mesmo utilizado na construção das plataformas de petróleo do pré-sal