A montagem é um convite ao prazer, um lugar onde o público visitante é instigado a se envolver em experimentações despertadas, inicialmente pelo olfato e paladar. Um espaço "casa" repleto de cheiros, sabores, amores e dores. Um lugar de visitas. Ao se apropriar do espaço, a obra traz, além do seu aspecto acolhedor e provocador de lembranças, uma mistura de linguagens, onde dança, música e imagens se unem. "A obra emerge justamente dessa interação simultânea entre o real e o virtual, provocadores de muitas imagens", diz Carlota Albuquerque, que assina concepção e direção do espetáculo, e é diretora da Cia. Terpsí desde a fundação, há 27 anos.
Para a professora assistente da UFRJj, Luciane Coccaro, a montagem lembra o conto de Kafka "Um Artista da Fome".