Mais de quarenta anos após sua morte, a diva Maria Callas renascerá de suas cinzas na forma de um holograma durante um show único na Salle Pleyel, na zona central de Paris, onde ela "performará" seus maiores sucessos. A estreia francesa do espetáculo "Callas in concert", já apresentado em Milão, Nova Iorque e Londres permitirá ao público "redescobrir no palco a força emocional e a expressividade lendária da cantora", anunciaram os organizadores do evento em comunicado nesta quarta-feira.
Em 30 de novembro, a soprano aparecerá em três dimensões para apresentar às gerações mais jovens toda sua irreverência, de acordo com Stephen Wadsworth, diretor do departamento de letras da famosa Juilliard School de Nova Iorque, que pensou e idealizou a iniciativa. A "voz do século" será acompanhada por uma orquestra sinfónica de 60 músicos, algo para comover "os amantes da ópera que conhecem seu trabalho, suas gravações e sua história pessoal movimentada", disse Wadsworth. Após a performance no Lincoln Center em janeiro, o New York Times descreveu o show como "extraordinário, mas absurdo, estranhamente cativante, mas kitsch e ridículo".
Maria Callas revolucionou a ópera e alguns papéis como Norma, Tosca e Violetta, e seu "O Mio Babbino Caro", o famoso ar de Puccini, permaneceram nas memórias. Sua vida pessoal agitada, incluindo seu relacionamento com Aristóteles Onassis, que a trocou pela ex-primeira dama dos Estados Unidos Jackie Kennedy, e seu temperamento, descrito como caprichoso e difícil, apenas reforçou o mito que a cantora se tornou. Conhecida por suas interpretações de profunda análise psicológica, caráteres que levaram-na a ser saudada como "La Divina", ela nasceu em 1923 e morreu jovem, aos 56 anos, em Paris, vítima de um infarto.
Espetáculo com holograma reviverá Maria Callas em Paris
Evento na noite de 30 de novembro vai celebrar legado da diva lírica morta há mais de 40 anos