Arte & Agenda

Espetáculo de Eduardo Colombo conecta arte a temática ambiental

“De Repente, em Algum Lugar”, inspirado em fábula de Amós Oz, pode ser conferido no Teatro Bruno Kiefer

Artista fundou aperfeiçoou-se com mestres das artes performativas no Brasil e mundo, como Tadashi Endo, Maud Robart, Marina Abramovic, Thomas Richards, Mario Biagini, Fernando Montes, Yoshito Ohno e Carlos Simioni (Lume Teatro), com quem integra o Núcleo Patuanu de Dança Pessoal.
Artista fundou aperfeiçoou-se com mestres das artes performativas no Brasil e mundo, como Tadashi Endo, Maud Robart, Marina Abramovic, Thomas Richards, Mario Biagini, Fernando Montes, Yoshito Ohno e Carlos Simioni (Lume Teatro), com quem integra o Núcleo Patuanu de Dança Pessoal. Foto : Kim Lee Kyung / Diculgação / CP

Concebido pelo ator e bailarino Eduardo Augusto, gaúcho radicado em São Paulo, “De Repente, em Algum Lugar”  teve seu processo criativo realizado em meio à Mata Atlântica e em imersão no sertão da Paraíba,  O espetáculo em cartaz no Teatro Bruno Kiefer (6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana) hoje e amanhã, às 20h, se insere no contexto da Semana do Meio Ambiente, ao conectar arte e música com a temática ambiental. Ingressos à venda pelo Sympla. 

Com livre inspiração na fábula “De repente, nas profundezas do bosque”, do escritor israelense e ativista da paz Amós Oz,  se utiliza do videomapping e música ao vivo de Victor Kinjo, no piano e efeitos eletrônicos. Uma criança entra sozinha em uma misteriosa floresta e nos guia numa jornada à natureza de si mesma. A partir de uma experiência multimídia que mescla dança-teatro, música ao vivo e projeção mapeada, convida o público a refletir, de modo poético, sobre a infância LGBTQI+, a convivência com o outro, os ciclos da vida, a integração humano-natureza e o cotidiano na contemporaneidade.

“De Repente, em Algum Lugar” é fruto das pesquisas do artista no Programa Práticas do Presente de Artes do Corpo, premiado pelos editais de Projetos Culturais e Artes Cênicas da Secretaria da Cultura de Mogi das Cruzes, e pelo Festival Arte Como Respiro do Itaú Cultural. Numa abordagem integradora do corpo-voz, sua proposta é investigar a chamada “presença” em suas diversas qualidades de manifestação, a partir da escuta, consciência e mobilização de fluxos de energia, utilizando um conjunto de práticas ligadas ao teatro, dança, música, meditação e artes visuais. Em diálogo com o legado da arte como veículo de Jerzy Grotowski, a dança-teatro de Pina Bausch e o butô de Kazuo e Yoshito Ohno, a pesquisa é compartilhada em oficinas e espetáculos, e já foi apresentada em diversos centros culturais e universidades do Brasil e exterior.

Sobre o artista 
Nascido em Estrela, o ator teve sua iniciação às artes em Teutônia, onde viveu até 2005, quando mudou-se para Santa Maria para cursar o Bacharelado em Artes Cênicas. Formou-se então em interpretação e direção teatral na Universidade Federal de Santa Maria e seguiu para Campinas, estudando processos de criação amparados na organicidade da atuação no Mestrado em Artes da Cena da Unicamp. Desde então aperfeiçoou-se com mestres das artes performativas no Brasil e mundo, como Tadashi Endo, Maud Robart, Marina Abramovic, Thomas Richards, Mario Biagini, Fernando Montes, Yoshito Ohno e Carlos Simioni, do Lume Teatro, com quem integra o Núcleo Patuanu de Dança Pessoal. Em 2015, fundou com Victor Kinjo, seu parceiro e colaborador, a produtora Água Viva Cultura e o Sítio Samaúma na zona rural de Mogi das Cruzes/São Paulo, um espaço internacional de pesquisa e criação em artes e ecologia, conectando o rural e o urbano, o local e o global. 

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