No primeiro ato, Oniéguin demonstra o seu amor por Tatyana, representada por quatro bailarinas, mas se embate com o cunhado dela, o jovem poeta Lenski. No centro do palco, está uma árvore metálica de 6,5 metros (assinada pelo cenógrafo Gringo Cardia), na qual os bailarinos interagem e dão a densidade certa da trama. No segundo ato, se destaca a trilha lírica e atordoante de Berna Ceppas e as linhas de computação gráfica projetadas sobre telas transparentes, trazendo o viés contemporâneo de sempre aos trabalhos de Deborah Colker para mostrar o amor que poderia ter sido, a rejeição a Tatyana e o limbo a que Oniéguin se submete.
Durante a abertura, o prefeito de Joinville, Carlito Merss saudou os mais de 6,5 mil bailarinos e coreógrafos e os convidou a fazer da cidade a capital da dança e do movimento levando a dança aos teatros, aos shoppings, hospitais, escolas e demais espaços públicos. O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, destacou que Joinville mostra sua via humanista, quando pela arte da dança promove a humanização dos seres.
O Festival, que segue até 30 de julho, terá nesta quinta-feira o início da Mostra Competitiva, com a apresentação de coreografias de Danças Contemporâneas e Danças Urbanas de 26 grupos, dos quais cinco são gaúchos – Ballet Margô Brusa (Caxias do Sul), Bio Center Centro de Danças (Bagé), Trem do Sul Escola Navegantes (Pelotas), Urban Face (Canoas) e Duo Mendes Cia. de Dança (Santa Maria). No júri das Danças Contemporâneas, está a coreógrafa gaúcha Carlota Albuquerque, da Terpsí Teatro de Dança, de Porto Alegre.
Além disso, haverá a apresentação de coreografias durante toda a quinta em quatro espaços públicos no Palcos Abertos e o início das oficinas e cursos de formação. A noite desta quinta se encerra com a Mostra Contemporânea, no Teatro Juarez Machado, que apresenta os espetáculos “Na Dobra do Tempo”, do grupo Lavínia Bizzotto (RJ) e “Na Véspera de Não Partir Nunca”, do grupo Tápias (RJ).