Arte & Agenda

Espetáculos de rua Palco Giratório Sesc são transferidos para junho

“Deus e o Diabo na Terra da Miséria” e “Faísca D’Água: O Encontro da Natureza com a Humanidade” seriam apresentados neste último domingo do festival, na Redenção

Cena de Faísca D’Água: O Encontro da Natureza com a Humanidade, do grupo Ueba Produtos Notáveis, de Caxias do Sul
Cena de Faísca D’Água: O Encontro da Natureza com a Humanidade, do grupo Ueba Produtos Notáveis, de Caxias do Sul Foto : Fabiano Knop / Divulgação / CP

Devido a previsão de chuva para o final de semana em Porto Alegre, os dois espetáculos de rua programados para o último dia do 16º Festival Palco Giratório Sesc, que encerra neste domingo, 29 de maio, serão transferidos para junho. As apresentações das peças “Deus e o Diabo na Terra da Miséria”, do grupo Oigalê (RS) e “Faísca D’Água: O Encontro da Natureza com a Humanidade”, do Ueba Produtos Notáveis (RS), que estavam programadas para as 11h e 14h, respectivamente, poderão ser apreciadas gratuitamente pelo público no dia 18 de junho, às 11h e 13h, em frente a Cancha de Bocha e Expedicionário do Parque Farroupilha.

Lançado em 1999, a obra “Deus e o Diabo na Terra da Miséria” é baseada no Capítulo XXI do Livro Dom Segundo Sombra, de Ricardo Güiraldes. Essa é uma farsa gaudéria que aborda o universo de Miséria, um gaúcho dono de uma ferraria que certo dia recebe a visita de Nosso Senhor e São Pedro. É agraciado com três pedidos, com os quais engana os diabos. Mas Miséria, por ter enganado Deus e o Diabo, não entrou no céu e nem no inferno, por isso se diz que desde então a miséria ficou vagando pelo mundo.   

Já “Faísca D’Água: O Encontro da Natureza com a Humanidade” aborda a importância da preservação dos saberes e fazeres do povo brasileiro, iniciando pelas tradições dos povos originários, a chegada dos europeus e dos africanos, até os atuais imigrantes. Tem como mote o embate entre natureza e humanidade, uma vez que, no enredo, a natureza resolve tirar a água da humanidade. O ponto de partida é o encontro de dois seres cheios de sabedoria: um representa a magnitude dos seres humanos e seus modos de cultivo, e o outro está ligado a terra, seus elementos, geografia, fauna e flora. O encontro desses personagens faz o público refletir sobre mitos, lendas, cultivos, partindo de suas origens e de como eles constroem a identidade de um povo a partir da diversidade. 

O  16º Festival Palco Giratório, que iniciou no dia 12 de maio, apresentou 29 espetáculos gaúchos e nacionais, além de ações formativas, em sua maioria on-line, proporcionando aproximação entre público e artistas de diversas regiões do País.

 

 

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