O espetáculo "Clarividências” estreia neste sábado, dia 7, às 19h, no Teatro Oficina Olga Reverbel (R. Riachuelo, 1089 - Centro Histórico). A montagem inédita, com direção-geral e atuação de Larissa Sanguiné e direção de cena de Victória Sanguiné, também tem no elenco Grazi Silveira e Lisi Medeiros.
A apresentação faz parte do Banrisul Mulheres da Cena Gaúcha, projeto do Multipalco Eva Sopher que celebra a força criativa e artística das mulheres do Rio Grande do Sul. Os ingressos estão à venda pelo site do Theatro São Pedro e na bilheteria do complexo cultural.
No palco, as três atrizes se encontram em uma casa efêmera, incorpórea e improvável, onde memórias e fantasmas de outras mulheres e de seus medos ainda ecoam. Esses espíritos compartilham aprendizados de sobrevivência, celebração e dignidade através dos tempos. Em meio à incerteza da vida, numa mescla de memória individual, familiar, coletiva e fictícia, o espetáculo coloca em evidência a busca feminina incessante pela sua ancestralidade.
A dramaturgia, assinada por Larissa e Victória, usou como base de pesquisa e inspiração o livro A Casa dos Espíritos, da escritora chilena Isabel Allende, com o objetivo de discutir e performar a condição das mulheres latino-americanas.
A composição do elenco, com atrizes de diferentes gerações, foi essencial para a concepção da montagem. “Para falar sobre ancestralidade, consideramos fundamental reunir atrizes com idade entre 40 e 50 anos. Ao mesmo tempo, a troca geracional também ajudou na direção de cena”, explica Larissa se referindo à filha Victória, sua parceira no Coletivo Quântico. “Penso que é muito potente em Clarividências a relação familiar e a realização em colaboração com o grupo Oazes, que são artistas que carregam memórias da sua ancestralidade e da latino-americanidade”, reflete Larissa.
Diretora homenageada
Larissa Sanguiné é atriz, coreógrafa e educadora. Atua na Casa de Teatro de Porto Alegre desde 2010, onde coordena cursos para adolescentes. Formada pela UERGS e pelo Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA), alia dança e performance em suas criações e atuações. Também desenvolve pesquisas na área da palhaçaria, ministrando oficinas e performances voltadas à ampliação da disponibilidade cênica dos intérpretes. É co-fundadora do Coletivo Quântico, junto à Victória Sanguiné, criado em 2014 para promover projetos de pesquisa cênica sob perspectivas de discursos feministas.