Neste sábado, às 15h, a Casa do Artista Riograndense (r. Anchieta, 280 - Glória) recebe o espetáculo “Maria Peçonha”, da Cia Gente Falante, com entrada franca. A montagem conta a história de Maria, uma artista popular que, entre agulhas, remendos de tecidos e linhas, costura bonecas de pano e a própria vida. Admirada não apenas por sua arte artesanal, mas por uma façanha mágica — onde passava, nasciam flores — Maria se transforma em Maria Flor e, eventualmente, em Maria Peçonha, em uma narrativa poética que mistura fantasia, tradição e contemporaneidade.
Criado a partir da obra de André Neves, o espetáculo utiliza técnicas mistas de Teatro de Formas Animadas, incluindo bonecos de luva francesa, de vara, manipulação à vista, de balcão, teatro de objetos, sombras, narração e animações digitais. “Maria Peçonha” aborda temáticas como ecologia, convívio com diferenças, bulling, abuso infantil, sororidade e redenção do cidadão, apresentando múltiplas camadas de encenação que conectam o público com valores de empatia, memória e fortalecimento da força feminina. A equipe da Cia Gente Falante, majoritariamente composta por mulheres, enfatiza a sensibilidade feminina na narrativa e na concepção artística do espetáculo.
Desde sua estreia em junho de 2023, no Teatro do Sesc Alberto Bins em Porto Alegre, “Maria Peçonha” participou da Mostra do Teatro Glênio Peres, Festival Porto Alegre em Cena 2023/30ª edição, Circulação Teatro a Mil SESC/RS e Festival Porto Verão Alegre 2024. O espetáculo recebeu importantes premiações, incluindo os Prêmios Olhares da Cena como Melhor Espetáculo e Melhor Atriz (Infanto Juvenil 2023) e o Prêmio Tibicuera 2023, nas categorias Melhor Espetáculo, Melhor Direção, Melhor Dramaturgia, Melhor Atriz, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Figurino e Melhor Iluminação.
A apresentação faz parte do projeto “Abrindo as portas da Casa do Artista Riograndense - Circuito Metropolitano de Artes”, que acontece de setembro a dezembro de 2025. O circuito reúne seis espetáculos de teatro, dança, circo e bonecos, além de seis oficinas gratuitas de formação artística, sempre na sede da Casa. O cronograma inclui grupos como Coletivo Teatro da Crueldade, De Pernas Pro Ar, Grupo TIA, Cia Gente Falante e Circo Bonaldo D’Italia, e encerra com um bate-papo virtual transmitido pelo Facebook e YouTube da instituição.
O projeto busca estimular a circulação de ideias e a formação artística, promovendo encontros e trocas de conhecimento. Para a Casa do Artista Riograndense, instituição sem fins lucrativos fundada em 1949, a iniciativa reforça seu papel de apoio a artistas em situação de vulnerabilidade e de promoção da cultura local e regional. A Casa oferece moradia e suporte a artistas com mais de 60 anos e mantém atividades culturais voltadas à preservação da identidade artística do Rio Grande do Sul.
As inscrições para as oficinas estão abertas e podem ser feitas pelo formulário.