Este filme trata de família, amor e, de maneira especial, do processo criativo que envolve escrever uma história. Tudo começa com Ezio, um homem que vive de rendas pela herança do pai e resolve fazer um filme. A partir daí, a vida do narrador e de sua história se intercalam o tempo todo. A proposta é mostrar, com ironia e humanismo, as imperfeições que todas as pessoas e famílias têm. O narrador, por um lapso, se envolve em um acidente na rua. Ele atropela, de bicicleta, uma mulher, mas é ele quem mais se machuca. Para buscar uma conciliação, ela o visita no hospital e o convida a jantar com a família dela. O filho da atropelada está convicto de que encontrou a "garota certa" e quer se casar. O jantar será também o momento de oficializar os planos do jovem casal, apesar de os pais acharem que os filhos estão precipitados. Desta forma, em tom de comédia, se percebe que alguns pais podem ser sábios e outros mais loucos que os adolescentes. Há mães irritadiças ou silenciosas, mas sempre corajosas. Há ainda uma vovó que é ótima cozinheira, mas anda esquecida, uma jovem insegura e até cães que se apaixonam.
O filme também brinca com o processo de criação de uma história. A certa altura, alguns personagens começam a exigir mais destaque na narrativa. Em outro momento, o autor opta por um "final aberto", ou seja, com várias questões não resolvidas. É quando os personagens fazem uma espécie de motim e exigem um final à altura. Rindo de cada personagem, que guarda em si tanto qualidades, inquietudes e loucuras, a história parece ser uma ode à diversidade. No início da trama, Ezio diz que não faz questão de criar uma obra-prima, apenas um bom filme. E é o que ele consegue.