O longa “Tia Virgínia”, protagonizado por Vera Holtz, Arlete Salles e Louise Cardoso, e dirigido por Fabio Meira, é um dos principais destaques entre as estreias de cinema desta quinta-feira, dia 9 de novembro. Já considerada uma das melhores produções brasileiras dos últimos anos, o filme teve sua première brasileira no 51° Festival de Cinema de Gramado. Entre aplausos e críticas positivas, a produção saiu da serra gaúcha com os prêmios de Melhor Filme pelo Júri da Crítica, Melhor Atriz para Vera Holtz, Melhor Roteiro para Fabio Meira, Menção Honrosa do Júri para a atriz Vera Valdez, Melhor Direção de Arte para Ana Mara Abreu e Melhor Desenho de Som para Ruben Valdés.
Na trama, envolvente e repleta de realismo cativante, a talentosíssima Vera Holtz dá vida à personagem título, uma mulher de 70 anos que nunca se casou nem teve filhos. Convencida pelas irmãs Vanda e Valquíria (vividas por Arlete Salles e Louise Cardoso), Virgínia mudou-se de cidade para cuidar da mãe idosa.
A direção e o roteiro são do premiado Fabio Meira (“As Duas Irenes”), com produção da Roseira Filmes e da Kinossaurus (produtora de Ruy Guerra e de Janaina Diniz) e distribuição da Elo Studios. No elenco também estão Antonio Pitanga, Vera Valdez, Amanda Lyra, Daniela Fontan e Iuri Saraiva.
A direção segura e talentosa é do realizador Fábio Meira. As escolhas feitas por ele são capazes de delicadeza na tela e empatia com o público. O talento do diretor é um acúmulo de experiências pessoais aliado a uma forte paixão que o levou a aperfeiçoar-se no universo do audiovisual. Meira estudou na Escola Internacional de Cinema de Cuba; foi assistente de Ruy Guerra em 2004, em “Veneno da Madrugada”, e estreou com sucesso com seu primeiro longa-metragem “As Duas Irenes”, que teve a première mundial no Festival de Berlim.
Inspiração
“Costumo dizer que ‘As Duas Irenes’ nasceu de histórias que escutei da minha família, já ‘Tia Virgínia’ surge de histórias que vi de muito perto, sobre a relação da minha tia solteira, que cuidou dos meus avós no fim da vida, com minha mãe e as outras irmãs. É um filme sobre irmãs na maturidade, sobre afetos e rancores que não se transformam com o tempo. Precisamos falar sobre família e sobre essa geração de mulheres que atravessou diferentes faces da sociedade e tem se reinventado constantemente. As personagens foram construídas a partir das minhas próprias tias, mas também de inspirações de personagens clássicas do teatro e do cinema”, complementa Meira.
A trama, que se dá em um único dia daquela família que, como tantas, se encontra para celebrar o Natal, envolve. Tudo isso após a morte do patriarca, e o desejo de estarem todos próximos da matriarca ainda viva, mas já muito debilitada. A temática da sociedade que não sabe lidar com o envelhecimento e com idosos, e a busca e a desistência de sonhos acalentados por mulheres em suas vidas. O filme traz um acúmulo de histórias, de vivências dentro do núcleo familiar.
Veja trailer do filme: