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Estreias de cinema: "Toy Story 5" e dramas chegam às telas

Crítico de cinema Marcos Santuario comenta, em poucos minutos, as produções que podem ser conferidas, a partir desta quinta-feira, dia 18 de junho

Crítico de cinema Marcos Santuario comenta as produções
Crítico de cinema Marcos Santuario comenta as produções Foto : YouTube / Reprodução / CP

As estreias de cinema desta quinta-feira em destaque são um lembrete eloquente da capacidade da arte cinematográfica de dialogar com públicos radicalmente distintos sem perder sua força cultural. De um lado, a nostalgia colorida de “Toy Story 5”, do outro dramas intensos. Brinquedos falantes e um fora da lei à beira da morte, e o cinema contemporâneo exibe sua amplitude temática.

Poucas franquias transformaram tão profundamente a história da animação quanto “Toy Story”. Quando o primeiro filme chegou aos cinemas em 1995, não apenas inaugurou uma nova era para a Pixar, mas redefiniu os limites técnicos e narrativos da animação digital. Agora, quase três décadas depois, “Toy Story 5” encontra a questão particularmente atual de o que acontece quando a infância passa a ser mediada por dispositivos eletrônicos. Oportuno.

A chegada do tablet LilyPad à vida de Bonnie coloca Woody, Buzz, Jessie e seus companheiros diante de um adversário diferente de todos os anteriores. Não se trata de um vilão tradicional, mas da tecnologia disputando espaço com a imaginação.

É uma premissa que fala diretamente a pais, crianças e adultos que cresceram acompanhando a saga. Até mesmo a curiosa “careca” de Woody, já anunciada antes mesmo da chegada aos cinemas, surge como símbolo da passagem do tempo, marca física que transforma o brinquedo em espelho do próprio público.

O drama "Cinco da Tarde"

Também chega aos cinemas o drama “Cinco da Tarde”, com direção de Eduardo Nunes, o mesmo de “Pantanal, a Boa Inocência de Nossas Origens”, “Unicórnio” e “5 Vezes Chico - O Velho e Sua Gente”. No elenco estão Bárbara Luz, Analu Prestes e Sharon Cho. Filmado todo em preto e branco, “Cinco da Tarde” trata sobre a dor da ausência. A história mostra a melancólica jovem de 17 anos Anabel (Bárbara Luz) que está passando por luto doloroso. Depois de se confrontar com a morte de sua avó, ela acaba se aproximando de Meiko, vivida por Sharon Cho. A moça é sua vizinha de origem asiática que, com o passar dos encontros, se aproxima e elas vão se entendendo e se abrindo uma para outra. Através de olhares, pequenas falas e, pelo fato de estar uma ao lado da outra, vivem uma relação de empatia. Ambas estão sofrendo com a perda e mesmo em meio de muitos silêncios, a presença compartilhada revela que elas são mais parecidas do que achavam.

A coprodução suíço-argentina "As Correntes"

Outra novidade nas telas é a coprodução suíço-argentina “As Correntes”, drama com direção de Milagros Mumenthaler. O filme acompanha estilista que, ao realizar o sonho de viagem internacional à trabalho, tem atitude involuntária que acaba alterando toda a rota de sua vida. De volta a Buenos Aires, não conta a ninguém o que aconteceu, mas algo dentro dela mudou. De forma silenciosa, uma fobia à água começa a reorganizar sua rotina, seus vínculos e a imagem de controle que ela construiu ao redor de si.

O romance "Quinze Dias"

E fechando as estreias, “Quinze Dias”, de Daniel Lieff, é outra produção brasileira, ao estilo romance e drama, em que um adolescente inseguro acaba tendo que passar quinze dias com sua antiga paixão da infância.

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