"Quando o 'Cavaleiro Solitário' surgiu no rádio, saíamos da Grande Depressão (de 1929). E a série de televisão nasceu depois da Segunda Guerra Mundial, quando começava a Guerra da Coreia. As pessoas queriam um herói, queriam ligar a televisão e não ter medo, ver alguém fazer o bem, um bom herói e um bom americano", disse Armie Hammer. "Isso não funciona para o público atual, que tem mais discernimento. Assim, quis torná-lo mais humano. Criamos um código moral, certo, mas ele o viola várias vezes. Queríamos ver sua luta contra o desejo de matar alguém ou contra algo que desejasse fazer, sabendo que não podia fazê-lo", explicou o ator.
Hammer, que ficou conhecido por interpretar os gêmeos Winklevoss em "A Rede Social", admitiu que não tinha muito conhecimento sobre o cavaleiro solitário. "A única razão pela qual conhecia o cavaleiro solitário era que meu pai era fã. Ele gostava de assistir as reprises na televisão. Eu assisti algumas vezes com ele, mas tinha apenas noção de quem era o personagem", disse.
Mais que o medo de interpretar um personagem adorado pelos americanos, foi o "senso de respeito" que motivou o ator. "Sei que este personagem representa muito para muitas pessoas", disse. Hammer afirmou que adotou sem hesitar algumas características do herói, como "o respeito pela vida, a recusa a matar e um código moral muito rígido", explicou.
Para o ator, trabalhar com Johnny Depp e o diretor Gore Verbinski - da saga "Piratas do Caribe" e vencedor do Oscar pela animação "Rango" - também foi muito didático. "Com Johnny aprendi a prestar atenção a tudo o que acontece ao meu redor e lembrar. E com Gore, aprendi que é possível fazer tudo, mas que isto às vezes pode exigir mais trabalho do que o previsto", disse o protagonista.
Depois de terem revitalizado com sucesso os filmes de pirata, com quatro produções que arrecadaram mais de 3,6 bilhões de dólares em todo o mundo, o produtor Jerry Bruckheimer e o estúdio Disney esperam agora renovar os "westerns". Assim decidiram adaptar "The Lone Ranger", um justiceiro mascarado que nasceu no rádio em 1933, antes de estrelar, entre 1949 e 1957, uma série televisão muito popular nos Estados Unidos.
O filme, que estreia nesta quarta-feira nos Estados Unidos e em 12 de julho no Brasil, é a quarta adaptação para o cinema do famoso cavaleiro do Texas e seu fiel ajudante Tonto, um índio comanche interpretado por Johnny Depp com sua versatilidade habitual. Depp assumiu a missão de supervisionar o aspecto visual de Tonto. Ele se inspirou em particular em uma pintura de Kirby Sattler para a maquiagem e o chapéu, um corvo com as asas abertas.
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